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Embalagem: ITAL participa de projeto de produtos com menor impacto ambiental

Há quase um ano, a rede mundial de hipermercados Walmart convidou o Centro de Tecnologia de Embalagens (CETEA) do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL-APTA), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento, para acompanhar e orientar o desenvolvimento da melhoria ambiental de dez produtos, como achocolatados, chás, amaciantes de roupas e fraldas descartáveis, entre outros já conhecidos dos consumidores brasileiros e (por que não?) do mundo. Desta vez, a consultoria prestada pelo CETEA fez parte de uma iniciativa para motivar as indústrias a produzir e oferecer aos consumidores produtos com menor impacto ambiental (ou seja, produtos que apresentam melhorias no seu desempenho ambiental quando comparados com suas versões atuais). “A ideia do projeto é demonstrar a empresários e fornecedores que sempre é possível melhorar seus produtos”, diz a pesquisadora Eloísa Elena Correia Garcia.
Para isso, um grupo de seis pesquisadores do CETEA acompanhou as propostas de melhorias desses produtos, analisando todas as etapas do seu ciclo de vida, com base em princípios da ferramenta de Avaliação do Ciclo de Vida - ACV, que verifica a interação do produto com o meio ambiente desde a extração dos recursos naturais, como as matérias-primas, até a disposição final do produto. A equipe analisou, inclusive, como o produto foi transportado, usado, consumido e descartado. “Tomemos como exemplo um hambúrguer. A Avaliação do Ciclo de Vida desse produto se inicia na produção da ração animal do gado e segue pelo impacto ambiental da vida do boi, de como é feito o abate, o processamento da carne, o tratamento de resíduos, a fabricação do hambúrguer e de sua embalagem, o transporte desse alimento, o estoque, a comercialização e até mesmo como ele é utilizado na casa do consumidor e como é o descarte dos resíduos de seu consumo”, explica a pesquisadora do CETEA Eloísa.
Segundo Eloísa, no acompanhamento do ciclo de vida de um produto observa-se, principalmente, a forma na qual a produção interage com o meio ambiente, quantificando o gasto e qualidade de água usada, a forma com a qual ela é devolvida ao meio ambiente, o consumo de energia e de combustível e a forma de transporte, entre outros fatores que podem contribuir para o aumento ou minimização da poluição do planeta. “Quantificando isso tudo, podemos avaliar onde é possível implantar melhorias. Sempre é possível reduzir emissões de poluentes, redimensionar embalagens para que possam ser transportadas em menos viagens de caminhão, usar água sem desperdício etc. Ou seja, pode-se reduzir o impacto ambiental dos insumos, da produção e do consumo. É fazer mais com menos”, diz a pesquisadora.
Para o processo de “pensar o ciclo de vida” dos produtos comercializados pelo Walmart, assim como para outros projetos do tipo, é usado o princípio da “melhoria contínua e equilibrada”, que entende o ciclo como um todo, ressalta o pesquisador e coordenador do projeto, Guilherme de Castilho Queiroz. “Dessa forma, podemos avaliar todo o processo, sem ocasionar equívocos que trazem melhorias em um ponto e prejuízo para um outro.”
Link: reportagem completa da jornalista 
Assessoria de Comunicação do ITAL
Cleide Elizeu
Thaís Pimenta (estagiária)
(19) 3743.1757/8801.2773
Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
Maitê Laranjeira (estagiária)
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