cabecalho apta130219

Efeito cana eleva preços agropecuários em 15,43% no encerramento do mês de maio

O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR), que mede os preços pagos ao produtor rural, encerrou maio com aumento de 15,43% em relação ao mês anterior, de acordo com o Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. O índice de preços dos produtos de origem vegetal subiu bem acima deste patamar, ou seja, 23,45%, enquanto que o índice de preços dos produtos de origem animal recuou 4,50%.  Se a cana-de-açúcar for excluída do cálculo, o cenário muda completamente, com os índices geral e vegetal caindo, respectivamente, 3,56% e 2,65%.
No acumulado de 12 meses, o índice geral aumentou 34,02%; o índice de produtos vegetais, 39,50%; e o índice de produtos animais, 17,88%. Sem considerar a cana-de-açúcar, os índices geral e de produtos vegetais subiram, respectivamente, 20,97% e 23,21%.
No comportamento mensal, as altas mais relevantes ocorreram nos preços da cana de açúcar (42,62%); do tomate para mesa (38,78%); do feijão (33,44%); do leite C (5,74%) e do leite B (5,04%). O novo patamar de preços da cana-de-açúcar na entrada da nova safra foi definido pela majoração expressiva dos preços do açúcar e principalmente do álcool (anidro e hidratado), dizem os pesquisadores Luis Henrique Perez, Danton Leonel de Camargo Bini, Eder Pinatti, José Alberto Angelo e José Sidnei Gonçalves.
Já a menor oferta do tomate de mesa, decorrente das chuvas e de temperaturas acima da média na primeira metade de maio, provocou perdas do produto, que numa conjuntura de demanda aquecida gerou a elevação dos preços. E a tendência de alta do feijão consolida-se, com a perspectiva de oferta menor que a demanda nos próximos meses, já precificando a ocorrência de escassez que vigorará até a entrada da colheita dos primeiros plantios de inverno, afirmam os analistas do IEA.
No caso do leite C, a proximidade do inverno, com as primeiras manifestações do frio, já sinaliza redução da oferta do produto, em virtude do menor volume e da pior qualidade das pastagens, o que gera expectativa de elevação dos preços também pressionados pela demanda. Mesma tendência está indicada para o Leite B, porém em menor intensidade, já que os produtores de “B” são menos dependentes das pastagens.
As quedas mais expressivas em maio foram verificadas nos preços do algodão (26,12%); da laranja para mesa (21,73%); dos ovos (11,61%); da carne de frango (10,48%); da carne suína (8,48%) e da banana (6,25%).
Acumulado de 12 meses
Nos últimos 12 meses, já está consolidada uma realidade de preços agropecuários mais elevados entre maio e o mesmo mês do ano passado, observam os pesquisadores do IEA. São os casos do café (+86,08%), do milho (+63,49%), do algodão (+56,08%), do tomate para mesa (+48,41%), da cana-de-açúcar (+47,53%), do trigo (+30,79%), da carne bovina (+24,60%), da soja (+20,42%), dos ovos (+16,21%), da carne de frango (+15,69%), da laranja para mesa (+7,82%) e do amendoim (+5,54%). Para a banana nanica (+0,79%) e leite B (-0,19%), os patamares de preços são similares.
Abaixo de 2010, encontram-se os preços do feijão (-23,51%), do arroz (-23,42%), da carne suína (-12,29%) e do leite C (-4,24%), informam os analistas. “De qualquer maneira, a junção de movimentos mais largos (últimos 12 meses) com mais curtos (último mês) ainda não autoriza previsões mais consistentes para os impactos inflacionários dos preços agropecuários no decorrer dos próximos meses deste ano. Tudo dependerá da pós-safra de muitos produtos (laranjas, leites e carnes) e da resposta da oferta nas próximas colheitas (feijão e olerícolas).”
Link: íntegra da análise 
Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
(11) 5067-0424

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