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Dissertação no Instituto de Pesca apresenta biologia pesqueira do molusco Lula

Os moluscos cefalópodes têm ocupado lugar de destaque entre os recursos pesqueiros mundiais, com capturas globais em torno de três milhões de toneladas em 2002. Populações de lulas e calamares, em particular das famílias Ommastrephidae e Loliginidae, vêm sendo capturadas pela pesca em todo o mundo. Um dos motivos dessa importância crescente pode estar ligado à substituição das espécies de peixes por cefalópodes, o que explica o seu aumento na abundância e interesse comercial em várias frotas pesqueiras mundiais.
Esse foi o tema da dissertação de mestrado de Felippe Aldert Postuma, apresentada em junho de 2010 ao Programa de Pós-graduação em Aquicultura e Pesca do Instituto de Pesca (IP-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. A dissertação “Biologia pesqueira da lula Loligo plei capturada na ilha de São Sebastião (SP) e dinâmica da atividade pesqueira associada” foi orientada pela professora doutora Maria de los Angeles Gasalla, do Instituto Oceanográfico da USP (IOUSP).
A dissertação teve como objetivo caracterizar a pesca artesanal de lulas que ocorre no entorno da Ilha de São Sebastião, com particular ênfase na estrutura populacional e na dinâmica da atividade pesqueira e sua interação com variáveis ambientais. Foram processados e analisados dados referentes à atividade pesqueira artesanal e à dinâmica populacional de L. plei, durante o período de novembro de 2002 a março de 2009, obtidos da frota artesanal que atua no entorno da ilha de São Sebastião (SP).
A primeira fase de coletas ocorreu entre 2002 e 2005, e os dados foram processados no Centro do Pescado Marinho de Santos, vinculado ao IP. Já a segunda fase ocorreu entre 2006 e 2009, sendo os dados processados no Laboratório de Ecossistemas Pesqueiros (Labpesq) do Instituto Oceanográfico. Ao todo, foram identificados e analisados 1547 exemplares de L. plei, capturados pela pesca artesanal entre novembro de 2002 e março de 2009.
Conclusões
O estudioso pôde concluir que os principais picos da atividade reprodutiva da lula capturada pela frota artesanal ocorrem nos meses de janeiro, fevereiro e março, em profundidades entre 15 m e 25 m, principalmente ao norte e nordeste da ilha de São Sebastião. E que as lulas são mais abundantes nas áreas norte e nordeste, sendo o período das maiores capturas coincidente com o de maior atividade reprodutiva, isto é, o mês de fevereiro.
Felippe concluiu ainda que a tendência decrescente dos valores de captura da lula L. plei por unidade de esforço (cpue) no entorno da ilha de São Sebastião parece estar associada às condições ambientais, ou seja, temperatura da superfície do mar, velocidade do vento e níveis de clorofila-a. Por fim, o estudo considerou que todos os resultados apresentados (biologia populacional, atividade pesqueira, pescadores, indústria pesqueira e variáveis ambientais) devem ser analisados em conjunto, a fim de dar suporte a possíveis medidas de manejo da espécie na área de estudo.
Veja a íntegra da dissertação em: www.pesca.sp.gov.br, itens “Dissertações e Teses” ou “Pós-graduação”. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail felippe.aldert@bol.com.br
Texto: Aline Lima, estagiária do Centro de Comunicação do Instituto de Pesca
Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
Eliane Christina da Silva (estagiária de Relações Públicas)
(11) 5067-0424

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