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Destinação de embalagens vazias de defensivos agrícolas é tema de aula inaugural do MBA em Fitossanidade no IAC

O Diretor-presidente do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), João Cesar M. Rando, fará a aula inaugural do MBA em Fitossanidade, oferecido pelo Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, em parceria com a ANDEF. A aula será nesta segunda-feira, 1º de dezembro de 2014, às 15h, na Sede do IAC, em Campinas. O evento marca o início da semana de aulas presenciais do curso, ministrado a distância, e reunirá alunos da segunda turma do curso, que estão concluindo o MBA,  e os profissionais que integram a terceira turma. Iniciado em 2012, o MBA objetiva reunir conhecimentos sobre fitossanidade, segurança na agricultura, gestão de pessoas e comunicação, com abordagem teórica e prática.
Rando falará sobre a logística reversa das embalagens vazias de defensivos agrícolas e abordará a gestão e as práticas do Sistema Campo Limpo, que é gerenciado pelo inpEV e retirou do ambiente cerca de 260 mil toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas, em pouco mais de uma década. Atualmente, 94% das embalagens plásticas são retiradas do campo e enviadas para a destinação correta, que evita impactos à natureza e à população. Segundo o Instituto, esses índices colocam o Brasil em posição de referência mundial no assunto. O inpEV tem como associadas cerca de 90 empresas fabricantes de defensivos agrícolas no território nacional e dezentidades representativas do setor.
A criação do inpEV, em 2002, é resultado de um longo processo de amadurecimento sobre a responsabilidade socioambiental e a sustentabilidade da agricultura brasileira. Na década de 60, quando o controle químico agrícola passou a ser adotado em larga escala no País, a legislação nacional recaiu sobre a regulamentação da aplicação desses produtos. Entretanto, não havia disposição sobre a destinação das embalagens pós-consumo. Na ausência de amparo legal e sem alternativas, restava aos agricultores enterrá-las, queimá-las e até descartá-las em rios ou na própria lavoura. A falta de controle e de informação elevava os riscos para a saúde ambiental e humana, pois as embalagens vazias eram reutilizadas, inclusive para transportar água e alimentos.
 
Texto: Carla Gomes (MTb 28156) – Assessora de Imprensa – IAC
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