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Cultura do milho é tema de reunião técnica no IAC

A produção de milho atingiu valores próximos de 80 milhões de toneladas nos últimos quatro anos. Em 2015, foram produzidas 85 milhões de toneladas da cultura, um recorde no Brasil. Porém, em 2016, o montante caiu para 77 milhões, o que representa uma queda de aproximadamente 10% na produção nacional. Com base nesses números, estima-se para o ano de 2017 que o Brasil chegue a produzir cerca de 82 milhões de toneladas do grão.
No dia 22 de junho de 2016, o Instituto Agronômico (IAC-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, realizou a Reunião Técnica sobre a Cultura do Milho, na Sede do IAC, em Campinas. O evento foi coordenado pelo pesquisador do instituto, Aildson Pereira Duarte. Participaram do evento cerca de 60 profissionais da pesquisa e da assistência técnica.
 O secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim, ressaltou que o setor de milho é um importante gerador de renda no território paulista, ocupando o oitavo lugar na produção agropecuária do Estado. “Isso mostra o potencial da cultura para o agronegócio paulista e ressalta ainda mais a necessidade de promover debates para o fomento da produção, por meio de tecnologia e pesquisa, como nos orientou o governador Geraldo Alckmin”, disse.
Os assuntos abordados revelaram aspectos diversos da cultura. As pesquisadoras do IAC, Angélica Prela Pântano e Christina Dudienas, falaram sobre as condições climáticas ocorridas durante o ciclo da cultura e a relação com a ocorrência e severidade das doenças fúngicas que atingem o milho.
Ainda segundo as pesquisadoras, na safra de 2015/2016 as condições climáticas não favoreceram muito o desenvolvimento de doenças na maior parte das áreas produtoras paulistas. As regiões mais afetadas foram a Sul e a Centro/Oeste, onde as doenças ocorreram em maior quantidade.
Maximiliano Miura, pesquisador da Secretaria de Agricultura, vinculado ao Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), falou da evolução e da produção do milho. Segundo Miura, as regiões de Itapeva, Itapetininga e São João da Boa Vista compõem as principais áreas de produção do Estado de São Paulo.
O pesquisador destacou que na segunda safra foram produzidas, de 2015 a 2016, cerca de 49 milhões de toneladas no Brasil, 22 milhões a mais do que na primeira safra. Isso ocorreu devido principalmente à preferência pela soja na primeira safra e o deslocamento temporal do milho para a segunda safra. 
As regiões mais altas se tornaram mais viáveis para o cultivo do milho convencional e transgênico na safra de verão. Atualmente 90% das áreas de milho são cultivadas com materiais transgênicos.

 

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