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Cruzamento de gir com jersey pode potencializar produção de leite com qualidade

Deverão chegar ao mercado em 2011 os primeiros animais oriundos do projeto de seleção da raça gir leiteira e do cruzamento com raças européias, desenvolvido pela Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento.  São animais com avaliação genética estimada e controle leiteiro oficial das suas mães, diz o pesquisador Anibal Eugênio Vercesi Filho, do Pólo Nordeste Paulista/APTA, em Mococa.
Na primeira parte do projeto, foi recuperado o rebanho e retomado o registro e o controle leiteiro oficial, pois o projeto havia sido interrompido em 1998. Nesta nova fase, a principal novidade é o estudo do cruzamento da raça jersey com a gir leiteira, que deve ser interessante principalmente para o pequeno produtor, conta Aníbal que é o coordenador do projeto. É que se trata de animal de menor porte e que teoricamente apresenta maior qualidade do leite. “A gente está estudando e quer chegar ao resultado.”
As raças zebuínas leiteiras, entre elas o gir, destacam-se pela quantidade de sólidos produzidos de leite. E, entre as raças européias especializadas, a mais conhecida pela produção de sólidos é a jersey, explica Anibal. “A gente acredita que consegue juntar essas características, potencializar a produção de leite com qualidade num animal de um porte um pouco menor, que facilita você trabalhar em sistema de pastejo.”  Também se consegue um número maior de animais por unidade área, o que leva à possibilidade também de produzir mais leite na mesma área.    
Breve histórico
No início de 2006, as vacas gir que pertencem ao Estado foram levadas para Mococa, conta Anibal. “A gente resgatou esse animais, mas demorou mais ou menos um ano para conseguir manejá-los adequadamente, pois, apesar de serem animais de origem leiteira, eles estavam com manejo de gado de corte. Então, tinha vaca de 6 a 7 anos que nunca tinha entrado numa sala de ordenha. E, para a tiração de leite efetiva, os animais já tinham de estar mansos.”
O trabalho com esse gado foi feito em parceria com o setor privado.  Por meio de parceria, por exemplo, a Fazenda Santana da Serra emprestou três  touros em rodízio (a cada duas estações de monta), que são o FB Tarumã, o FB Acrílico e o FB Dodge, para efeito de cruzamento.  Além disso, o Pólo Nordeste Paulista é colaborador do programa nacional de melhoramento da Associação Brasileira de Gir Leiteiro (ABCGil)/CNPGL Embrapa no teste de progênie. 
Por meio dessa parceria, o projeto recebe uma quantidade de 50 a 60 doses de sêmen de touros em teste para inseminar as vacas do projeto, com o compromisso de medir a primeira lactação das filhas desses touros. A inseminação artificial começou em 2007 e, no final de 2009, a pesquisa conseguiu recuperar as vacas que realmente estavam em produção. “Então, nós já temos duas gerações de filhas dessas vacas com touros já leiteiros. Vão começar a parir agora. A evolução é um pouco lenta, porque a gente trabalha mais ou menos com intervalo de geração de seis, sete anos”, diz Aníbal.   
Além do início da reprodução dessas vacas, a pesquisa conseguiu um avanço importante que foi o resgate do registro genealógico desses animais. Atualmente, o Pólo Nordeste Paulista tem 51 matrizes do projeto registradas pela Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ).
Em março deste ano, foi dado o segundo passo de grande importância para o projeto, conta Aníbal. “Foi o início do controle leiteiro oficial... Então, isso é um diferencial do gado que a gente está fazendo em Mococa, na parte do gado puro.”

Acesse fotos : http://migre.me/H59F

Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
Eliane Cristina da Silva (estagiária)
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