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Criação de búfalos é bom negócio

Expansão dos rebanhos e o aumento da demanda por derivados demonstram a necessidade de estímulo à produção O crescimento do rebanho bubalino no Brasil tem chamado a atenção dos produtores para as potencialidades do setor e as vantagens econômicas da criação de búfalos. A estimativa é de que dentro de 30 anos o Brasil tenha um rebanho de 50 milhões de cabeças, o que representa maior índice de crescimento dentre todos os animais domésticos. Thales Gouvêa Fagundes, presidente da Associação dos criadores de búfalos da Alta Noroeste-ACRIBU/ATA, fala dos benefícios da criação de bubalinos frente à de bovinos. ´´Em sua alimentação, o búfalo quer quantidade e não qualidade. É claro que se dermos uma ração melhor, mais protéica, teremos um maior aproveitamento, mas as despesas desses animais com comida são baixas, o que diminui os custos de produção´´, diz. Apesar disso, Thales salienta que os rebanhos bubalinos precisam de um manejo específico. Ele cria búfalos há 30 anos e ensina que os animais devem ser criados como o gado holandês. Ele explica que, com um tratamento correto, a criação de búfalos é garantia de sucesso. Subprodutos Segundo Thales, há, atualmente, uma alta demanda pelos derivados dos bubalinos. ´´A procura é maior que a oferta´´, diz. Além disso, esses produtos têm um preço de mercado mais elevado. Com relação à produção leiteira, Thales explica que o leite de búfala tem um índice de gordura maior que o de vaca. ´´O seu aproveitamento para queijo é excelente. O leite de vaca tem cerca de 3% de gordura, enquanto que o de búfala tem 8%. Portanto, como o de búfala é mais rico, temos uma produção de queijo e outros derivados de alta qualidade, agregando valor´´, explica. No que se refere à produção de carne, Thales conta que o preço de búfalos para abate é prejudicado, pois, ´´como o couro do búfalo é mais duro que o do bovino, não é qualquer curtume que tem condições de trabalhá-lo. Por conta disso, o preço pago na hora do abate diminui, ou seja, é descontado o valor do couro´´. Apesar disso, a carne de búfalo chega mais cara à mesa do consumidor final devido sua qualidade. Segundo dados da Associação Brasileira de Criadores de Búfalos, a carne do animal apresenta 40% menos colesterol, 12 vezes menos gordura, 55% menos calorias e 11% mais proteínas em relação à carne do boi. Mesmo mais caros, os derivados de búfalos têm boa aceitação em todo o território nacional. Thales aponta as capitais como sendo as principais consumidoras do leite e da carne de búfalos, dado o maior poder aquisitivo das pessoas.
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