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Controle biológico do IB identifica 20.900 insetos de várias partes do Brasil

Vinte mil e novecentos insetos foram contabilizados desde o início, em 1999, do serviço de identificação de himenópteros parasitoides no Laboratório de Controle Biológico, do Instituto Biológico (IB-APTA) vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Desse total, 54,1% foram identificados até espécie e 80,9% tiveram ao menos o gênero determinado, segundo o pesquisador Valmir Antonio Costa.
Cerca de 50 unidades de pesquisa, entre laboratórios próprios e outras instituições, solicitaram identificações de parasitoides, diz Costa que é o responsável pelo serviço. “Foi recebida também uma solicitação de um produtor rural de Nova Xavantina, MT, para identificação de parasitoide de cochonilha-das-pastagens. Destacam-se uma solicitação oriunda da Universidad Pedagógica y Tecnológica de Colombia (Tunja, Colômbia) e outra da Tarbiat Modares University (Varamin, Irã), o que indica que o trabalho de identificação de parasitoides leva o nome do Instituto Biológico para além das fronteiras do Brasil.”
Os himenópteros parasitoides recebidos pelo laboratório do IB foram coletados em 140 municípios de 23 estados brasileiros, conta o pesquisador. “Além das duas solicitações estrangeiras, há também espécimes provenientes da Argentina, Grécia e México, mas que foram enviados por instituições nacionais.”
As identificações atenderam à demanda de pesquisadores, engenheiros agrônomos de empresas privadas, professores universitários e alunos de pós-graduação, de acordo com Costa. Também serviram para a certificação da pureza de colônia de parasitoides a serem importados do México e para que um produtor rural pudesse estabelecer o controle biológico de pragas em sua propriedade. Foram úteis para 20 dissertações de mestrado ou teses de doutorado e resultaram em 16 artigos ou comunicações científicas e 40 resumos apresentados em eventos.
Os parasitóides foram obtidos de mais de 130 espécies de insetos, dos quais 79 insetos sinantrópicos ou pragas de culturas anuais e perenes, plantas ornamentais, essências florestais e grãos armazenados, totalizando 92 espécies de plantas. A larva-minadora-da-folha-dos-citros (Phyllocnistis citrella) é a praga com maior número de solicitações de identificação de parasitoides, com 12,6%, seguido pelo grupo das moscas-das-frutas (Tephritidae), com 7,3%; o bicho-mineiro (Leucoptera coffeella) e a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) empatam em terceiro lugar (2,3%). Nos citros, foi coletado o maior número de parasitoides, com 19,9% das solicitações. Em seguida, aparecem eucalipto, café e milho, com 4,0%, 3,3% e 2,6%, respectivamente.
Além de himenópteros parasitoides, ainda foram recebidas seis espécies de himenópteros fitófagos, sendo uma encontrada em goiaba, uma em ingá, duas obtidas em anonáceas e duas em eucalipto. Estas duas últimas foram o primeiro registro no Brasil, sendo uma delas também o primeiro nas Américas.
A maioria desse material encontra-se depositada na Coleção Entomológica “Oscar Monte”, do Centro Experimental Central do IB.
Link: íntegra do artigo “Histórico das identificações de himenópteros parasitoides
Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
(11) 5067-0424

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