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Conceito de zona de contenção para aftosa vai beneficiar o país

O conceito de zona de contenção para febre aftosa, aprovado na última assembléia geral da Organização Internacional de Epizootias (OIE), poderá trazer benefícios para o Brasil. A nova regra determina que, caso surja um foco da doença em uma zona ou país livre de aftosa, somente a região afetada perde o status sanitário. A proposta foi aprovada pelos 168 países-membros da organização. O diretor do programa da área animal da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura (Mapa), Jorge Caetano Junior, informou que a mudança havia sido solicitada em reunião da OIE em 2006 devido à necessidade de acelerar os processos de retomada das áreas livres de febre aftosa. Se o país conseguir circunscrever o foco, somente a zona afetada perde o status. No entanto, é necessário aplicar uma série de procedimentos. Entre as normas previstas está a comunicação imediata do foco à OIE, o sacrifício obrigatório do rebanho atingido, a restrição da movimentação de animais e seus produtos, o diagnóstico da doença e a identificação da origem da enfermidade. “É necessário demonstrar que não há circulação viral na zona infectada e não pode haver o surgimento de novos focos”, acrescentou Caetano. Para ele, a medida favorece grandes países, como o Brasil. “Em um caso como o dos focos nos estados do Mato Grosso do Sul e do Paraná, todo o Brasil teve o reconhecimento suspenso. Isso não aconteceria se já estivesse em vigor a zona de contenção”. O presidente do Sindicato da Indústria de Carne e Derivados no RS (Sicadergs), Ronei Lauxen, acredita que a alteração poderá trazer benefícios ao Rio Grande do Sul. “Da forma como era até então, um estado ou o país pode perder todo o seu comércio. Agora, isso está limitado ao contorno do foco”. Para ele, é uma forma mais justa de tratar um país de grande extensão como o Brasil e que faz fronteira com outras nações. O presidente da Farsul, Carlos Sperotto, concorda que é uma medida importante, especialmente a países grandes. “Quando se analisa o país no todo, fica muito vulnerável”.
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