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Com R$ 22,87 bilhões, cana-de-açúcar representa 43,60% do valor da produção agropecuária paulista

A cana-de-açúcar, com R$ 22,87 bilhões, representou 43,60% do valor da produção agropecuária paulista em 2010. Quando se somam os produtos agrícolas destinados à industrialização, este grupo atinge R$ 28,36 bilhões (54,06% do total).  A estimativa final do valor da produção agropecuária e florestal do Estado é um dos artigos da revista Informações Econômicas (edição de maio/2011), do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento.
Em segundo lugar, aparece a carne bovina, com valor da produção de R$ 5,25 bilhões (participação de 10,01%).  O grupo de produtos animais igualmente ocupa a segunda posição, com R$ 10,98 bilhões (20,93% do total). Outro destaque é o grupo de produtos florestais, com R$ 4,77 bilhões (9,08% do total), cuja principal expressão é a madeira de eucalipto (R$ 3,99 bilhões ou 7,61% do total).
O grupo de frutas frescas representa 7,11% do total, com R$ 3,73 bilhões; o de grãos e fibras, 5,75% (R$ 3,02 bilhões); e o grupo de olerícolas, 3,07% (R$ 1,61 bilhão).  O valor total da produção agropecuária paulista atingiu R$ 52,5 bilhões em 2010, um aumento de 20,8% em relação ao ano anterior, em moeda corrente.
Sebo bovino
A produção de biodiesel de sebo bovino intensificou-se a partir de 2007, num período de alta dos preços da soja e, por conseqüência, no ano seguinte, do aumento de preços do próprio sebo.  Já os anos de 2009 e 2010 registram acomodação das cotações do sebo e revelam a tendência de uma relação mais estreita com os preços do óleo de soja, do que a relação histórica com a arroba do boi.
É o que mostra outro trabalho publicado na edição de maio da revista Informações Econômicas. “Nesse cenário, e frente aos questionamentos em relação ao predomínio da soja, fica evidente que as duas matérias-primas, inseridas em sistemas agroindustriais detentores de grandes investimentos e de escala de produção, pouco favorecem a participação dos pequenos agricultores, em especial os carentes de oportunidade de renda, foco dos objetivos do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB).”
Colheita mecanizada de café         
Outro artigo mostra que cresce o processo de adoção da mecanização da colheita do café, inclusive nos cinturões onde as condições topográficas limitam a realização da colheita. Esta trajetória ascendente deve-se às inovações continuamente incorporadas às máquinas, que permitem aos cafeicultores realizar a mais custosa e penosa das tarefas a menos custos totais, incrementando a competitividade. Além disso, permite que a qualidade da bebida do produto mecanicamente colhido melhore.
Estes e outros destaques constam da edição de maio da revista Informações Econômicas, cuja edição eletrônica já está disponível no site do IEA.
Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
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