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Carcinicultura de água doce e recifes de ostras: pesquisadores do Pesca em livros internacionais

O pesquisador Julio Vicente Lombardi, do Instituto de Pesca (IP-APTA) vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento, em parceria com James F. Muir (Inglaterra), é autor do capítulo “Grow-out Systems - Site Selection and Pond Construction”, do livro ”FRESHWATER PRAWNS: BIOLOGY AND FARMING”, publicado pela editora inglesa Wiley-Blackwell e que se contra disponível no mercado.
A obra, redigida por vários especialistas mundiais em carcinicultura de água doce, é considerada uma referência científica na área. Ela abrange temas que vão desde a biologia geral até os diversos aspectos da criação de camarões de água doce, envolvendo informações bem atuais de pesquisas sobre o desenvolvimento de práticas de produção comercial.
O capítulo de Lombardi e Muir reúne informações relativas à composição de projetos estruturais para empreendimentos aquícolas, que envolvem conceitos técnicos e logísticos no âmbito da “engenharia aplicada à aquicultura”.
Livro sobre recifes de ostras
O livro “Global Shellfish Reefs at Risk Assessment” (site para download: www.nature.org/shellfish), publicado recentemente pela organização “The Nature Conservancy”, traz a primeira avaliação global e abrangente do estado dos bancos naturais de moluscos bivalves do mundo, que contém um dado alarmante: “85% dos recifes de ostras desapareceram do planeta”. A publicação sugere que esse “habitat” marinho é o mais drasticamente degradado em todo o mundo.
A “The Nature Conservancy” trabalha com uma equipe de cientistas oriundos de instituições acadêmicas e de pesquisa dos cinco continentes do mundo, especialistas em biologia, ecologia e manejo de bancos naturais de bivalves marinhos.
Segundo o pesquisador Marcelo Barbosa Henriques, o Instituto de Pesca colaborou para esse estudo, em conjunto com outros pesquisadores da América do Sul. O trabalho foi consolidado em workshop realizado durante o “VII Latin-American Congress of Malacology” (CLAMA), realizado em Valdivia (Chile) nos dias 8 e 9 de novembro de 2008.
“Através da experiência de cada um e de questionários preenchidos por outros colegas especialistas, incluindo uma extensa pesquisa bibliográfica, os pesquisadores geraram estimativas da condição de algumas populações de moluscos nos estuários e oceano e do estado geral em termos de uma escala ecorregional”, conta Henriques.
Até o momento, não se tem conhecimento de estudos revelando a extensão ou a taxa de declínio das populações de moluscos da América do Sul, informa o pesquisador do Pesca. “Essa ausência de informações se deve à carência de pessoal para atuar na gestão desses ecossistemas e ainda, provavelmente, ao baixo investimento econômico nessa área de pesquisa em países sul-americanos. A constatação mais preocupante para a América do Sul é que quase a metade das populações de moluscos avaliadas foi considerada bastante ameaçada pela sobrepesca e pela degradação ambiental.”
No Brasil, há iniciativas em curso ligando a redução da pobreza com a sustentabilidade das atividades extrativistas nos estados de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina, conta Henriques. “O modelo brasileiro de cogestão de recursos naturais, conhecido como Reservas Extrativistas (RESEX), desenvolvido com a participação ativa dos pescadores, agências governamentais e parceiros em São Paulo e Santa Catarina, é considerado uma ferramenta promissora para a conservação dos moluscos bivalves nativos provenientes de bancos naturais do país.”
Centro de Comunicação do Instituto de Pesca
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Assessoria de Comunicação da APTA
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