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Campanha contra aftosa

Começa nesta quarta-feira a segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa. Durante o mês de novembro 15 Estados devem vacinar o rebanho: Rondônia, Acre, amazonas, Pará, Amapá, Tocantins, Maranhão, Piauí, Sergipe, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal, oeste de Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Em Mato Grosso e Goiás a campanha foi antecipada e já começou. Em Boituva, interior de São Paulo, o dia mal amanheceu e o trabalho já começou. Os criadores não querem perder tempo e já estão imunizando o rebanho. A Defesa Agropecuária de São Paulo quer repetir o bom índice de vacinação que teve na primeira etapa da campanha. Numa loja de produtos agrícolas os pecuaristas anteciparam os pedidos de vacina contra a aftosa. Vinte e duas mil doses foram compradas para atender a demanda. A expectativa é que todo o rebanho paulista, mais de 13 milhões de cabeças, seja vacinado superando a meta da primeira etapa da campanha: 99,5% de cobertura. Apesar de São Paulo estar livre da febre aftosa há dez anos, os focos registrados em outubro do ano passado em Estados vizinhos como o Paraná e o Mato Grosso do Sul fizeram com que as negociações entre pecuaristas e frigoríficos caíssem 30%. “Nós não tínhamos nada com a aftosa e acabamos perdendo com isso. Neste ano mais do que nunca o pecuarista está bastante precavido e com certeza começando a vacinação bem no início do mês porque no ano passado houve um susto bem grande para nós”, diz o criador Lúcio Borges. Vacinar o rebanho contra a febre aftosa é a melhor forma de prevenção. Mas existem alguns cuidados no campo que precisam ser tomados para garantir que a vacina tenha boa eficiência. Quem explica para a gente é o veterinário da Defesa Agropecuária Reginaldo Campanhã. Em que o criador precisa prestar atenção na hora de vacinar? “A primeira coisa é sempre trazer as vacinas num isopor com gelo. Mesmo que a vacinação seja rápida, que sejam poucos animais, não importa. O calor estraga a vacina rapidamente e ela perde a eficácia. Outra coisa é prestar atenção na dose. O revólver já traz uma medida e é importante colocar a quantidade certa para garantir que o animal está mesmo imunizado”, explica o veterinário. A febre aftosa é uma doença que provoca grandes prejuízos econômicos. Mato Grosso do Sul, que no ano passado registrou um foco da doença, ainda tenta recuperar o status sanitário e sente os efeitos no bolso. Já passou mais de um ano e três dos cinco municípios que foram interditados em Mato Grosso do Sul por causa da aftosa ainda estão proibidos de fazer a circulação do gado. São eles: Mundo Novo, Japorã e Eldorado, que ainda sofrem com as restrições comerciais. “Se der tudo certo com a nova sorologia, ou seja, se der resultado negativo, provavelmente entre dezembro e janeiro devemos ficar livres para comercializar o gado novo”, afirma o secretário do Sindicato Rural de Eldorado Ilton Vicentini. Durante dez dias veterinários da Agência de Defesa Sanitária, Iagro, coletaram amostras de nove mil animais de mais de 400 fazendas dos três municípios. Se ficar comprovado que o vírus da aftosa não circula mais na região, o Estado terá novamente o status de área livre de aftosa com vacinação. Os animais que participaram da sorologia identificados com o brinco não vão ser vacinados – isso porque o gado será monitorado toda a semana até que o resultado do exame seja divulgado. A expectativa é que em 60 dias a situação volte ao normal e que o Estado possa dar fim à crise. E só para lembrar: a segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa vai até o dia 30 de novembro.
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