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Brasília: novas projeções elevam produção de milho no País

Entretanto, a oferta recorde do grão no Brasil aponta para um cenário de baixa de preços no segundo semestre. Situação só contornada se o Brasil conseguir vender ao exterior as cerca de 8 milhões de toneladas que excedem do consumo interno. "Mas será que teremos infra-estrutura e planejamento para exportar esse montante de milho junto com a soja?", questiona o diretor da Agroconsult, André Pessoa. É provável que não, segundo o presidente da Câmara de Infra-estrutura e Logística do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Paulo Manoel Protásio. Apesar de haver tecnologia para planejar essa logística - e evitar que as cargas cheguem ao mesmo tempo nos portos -, isso até agora não foi feito, apesar de a safra já ter iniciado. Falta, segundo ele, a participação da iniciativa privada, que até agora não procurou a Câmara do Mapa para conversar sobre o assunto. No ano passado, o Brasil exportou 3,6 milhões de toneladas de milho e 25 milhões de toneladas de soja. Neste ano agrícola, além do adicional de 4,4 milhões de toneladas de milho, também haverá este ano 1 milhão a mais de soja. Para o diretor da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), Sérgio Mendes, não haverá congestionamentos com o adicional de exportação de milho. Isso porque, segundo ele, o setor está planejado para distribuir os volumes nos portos brasileiros. "Talvez Paranaguá fique um pouco sobrecarregado", afirma. Eficiência no Paraná: Na primeira safra de milho, a Agroconsult prevê a colheita de 37,6 milhões de toneladas, quase 2 milhões de toneladas a mais que a estimativa da Conab. A maior produtividade será do Paraná, de 115 sacas por hectare. Para a soja, a previsão é de 58,4 milhões de toneladas, 3% maior que à da Conab. (fonte: Gazeta Mercantil)
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