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Brasil precisará adequar a produção de figo para atender normas de exportação ao mercado europeu

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL-APTA) participou de um grupo de trabalho para estudar técnicas de adequação da produção de figo de mesa para exportação, atendendo as exigências fitossanitárias do mercado europeu.
A reunião foi organizada pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), e realizada na sede do Instituto Agronômico (IAC-APTA), onde foram avaliados os aspectos da pós-colheita de figos frescos.
De acordo com o pesquisador da Secretaria, que atua no Ital, José Maria Monteiro Sigrist, as novas normas da Comissão Econômica das Nações Unidas para a Europa exigem figos isentos de matérias estranhas, ou seja, as frutas devem estar limpas ou sem pó, impedindo a tradicional utilização de calda bordalesa pelos produtores da região para o controle de pragas. “Um grupo de trabalho foi formado para elaborar estudos de alternativas a essa prática”, explicou o pesquisador.
No interior de São Paulo, a cidade de Valinhos e região exportam para a Europa 30% da produção e, para que esse percentual possa ser evoluído, os produtores precisam cada vez mais buscar alternativas para cumprir as normas exigidas. Valinhos produz 3 milhões de caixas de figo, sendo que um milhão delas exportadas para o mercado europeu’, afirmou o pesquisador.
O Secretário de Agricultura do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, destacou que no Brasil existem estudos e pesquisas para adequar as práticas de produção atendendo as exigências do mercado externo. “O governador Geraldo Alckmin nos orienta a apoiar o produtor rural, para que esteja preparado a adequar o sistema de produção atual e mesmo para o estabelecimento de Boas Práticas Agrícolas específicas para o figo”, disse.
Fizeram parte dos debates André Bispo, representante do Ministério da Agricultura; Carlos Roberto Martins, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa); Moacir Saraiva, presidente do Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf); e Pedro Sidnei Pellegrini, Presidente da Associação Agrícola de Valinhos e Região e o Departamento de Apoio à Agricultura de Valinhos.

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