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Avaliação e gestão da pesca do parati no litoral sul paulista

Uma intensa atividade pesqueira, principalmente artesanal, ocorre no Complexo Estuarino-lagunar de Cananéia, Iguape e Paranaguá. E para caracterizar a pesca do parati, Mugil curema, e colher subsídios para o ordenamento de sua exploração o pesquisador Jocemar Tomasino Mendonça, do Instituto de Pesca (IP-APTA), vinculado à Secretaria de agricultura e Abastecimento, realizou estudo recente. O trabalho, desenvolvido junto com a Universidade de São Paulo (USP), utilizou dados de desembarque de pescado no município de Cananéia, no período de 1995 a 2009.
Embora abundante na região, a espécie despertou interesse dos pescadores a partir da década de 1980, quando maiores produções passaram a ser registradas. Desde então, o parati tornou-se alvo primeiramente das redes de emalhe e posteriormente dos cercos-fixos. Atualmente, é um dos principais produtos pesqueiros da pesca artesanal estuarina no litoral sul do Estado de São Paulo, explica Jocemar que trabalha no Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento do Litoral Sul (Cananéia).
Ao longo do período de estudo, a produção desembarcada de parati apresentou crescimento até 2003. A partir desse momento, tornou-se estável, declinando nos dois últimos anos.
A preocupação com a sustentabilidade dos recursos pesqueiros é a tônica dos gestores da região, visto estar toda a área comprometida com a preservação ambiental através das unidades de conservação existentes. A região apresenta essencialmente uma pesca estuarina artesanal, com baixa mecanização, tendo como principais produtos estuarinos a ostra, o parati, a tainha e a manjuba.
Segundo o estudo, no Brasil a pesca artesanal tem maior condição de sustentabilidade, além de apresentar maior facilidade de gestão dos recursos. O pescador artesanal tem mais identificação e comprometimento com a atividade, ao contrário da realidade da pesca industrial. Ele encontra problemas maiores na estrutura dos órgãos gestores do que no setor pesqueiro.
O artigo completo será publicado na revista “Brazilian Journal of Biology”. Mais informações podem ser obtidas com Jocemar  pelo e-mail jmendonca@pesca.sp.gov.br.
A íntegra da notícia está disponível no site www.pesca.sp.gov.br
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