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Arnaldo Jardim destaca importância de transferir conhecimentos ao produtor durante o I Beefday, em Colina

O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, afirmou que a realização do “I BeefDay” é a celebração da parceria para transferir conhecimentos que melhorem as condições de produtividade no campo. O Dia de Campo, realizado nesta quinta-feira, dia 18 de agosto de 2016, no Polo Regional de Colina da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), reuniu centenas de produtores rurais para debater o conceito do Boi 7.7.7, desenvolvido pela APTA.
"Neste encontro há um espírito de parceria, de celebrar a aproximação da distância entre o Poder Público e o empreendedorismo, no que se refere ao manejo, à nutrição e à saúde do animal, que se revertem na saudabilidade dos alimentos. É a oportunidade de consolidar o nosso maior orgulho, que é sermos o maior país produtor de proteína do mundo", disse o titular da Pasta. “Estamos seguindo as diretrizes do governador Geraldo Alckmin, que é um grande entusiasta do trabalho aqui realizado e, inclusive, visitou o Polo recentemente”, complementou.
Para o secretário, o processo representa ainda um avanço em sustentabilidade, contribuindo para derrubar preconceitos contra a produção no campo. "Existe ainda uma visão de que a produção no Brasil se faz com degradação e precisamos mudar isso. O produtor é o maior interessado em buscar este equilíbrio com o meio ambiente e a realização do Beefday possibilita incrementar os seus conhecimentos”, finalizou.
Pecuaristas de diversas regiões do Brasil puderam percorrer sete estações montadas na extensão do Polo e se atualizar e esclarecer dúvidas com especialistas sobre a gestão de risco na produção, fases de gestação da vaca, recria e terminação, além de estratégias para evitar os principais erros cometidos durante o processo. O sistema reduz em 30% o tempo para criar gado de 21 arrobas, garantindo lucro rápido ao produtor e a qualidade da carne para o consumidor.
Para o pesquisador do Polo Regional da Apta de Colina, Flávio Dutra de Resende, no conceito do Boi 7.7.7 é preciso trabalhar de forma equacionada em todas as fases do desenvolvimento do animal. “Se o trabalho for feito com o boi a pasto, é preciso formular a dieta dele em todas as fases. Com a aplicação do sistema, o animal ganha sete arrobas na cria, sete na recria e sete na terminação, num total de 21 arrobas em dois anos, no momento do abate. O animal leva no mínimo três anos para atingir 18 arrobas no sistema tradicional”, explicou.
Conhecimento e produtividade
Os ganhos de produção do sistema do Boi 7.7.7 já são comemorados por produtores dos Estados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Goiás, Minas Gerais, Paraná e Rondônia e têm atraído a atenção de mais interessados, que participaram do Beefday.
O produtor paulista Nelson de Souza Paiva já aderiu ao sistema em sua propriedade em Porangatu-GO e frequentou o evento em busca de novidades. "Nesta semana, faremos a primeira pesagem após 45 dias de alimentação na fase de recria, mas já constatamos um bom desenvolvimento do animal", explicou. "É importante fazer um manejo adequado da pastagem, cuidar da alimentação do rebanho. O produtor precisa sempre buscar novas tecnologias ou estará fora do mercado", disse, ressaltando que o setor agropecuário tem sido um dos pilares da economia brasileira.
O pecuarista Gilberto Alves de Queiroz, que tem propriedade em Limeira d’Oeste – MG, decidiu participar do dia de campo para conhecer a técnica e avaliar sua eficiência quanto aos custos da produção. “É importante que as instituições governamentais testem novas tecnologias, para que o produtor não precise fazer isso por conta própria, e sempre divulguem por meio de eventos como este", ressaltou Queiroz, acompanhado de 15 produtores rurais de Iturama, Carneirinho e São Sebastião do Pontal, em Minas.
A nova geração de profissionais do campo também está atenta às novas práticas do setor. A estudante do segundo período de Zootecnia do Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos (Unifeb) Maria Jaqueline Lourenço Trivelato, acredita que o evento é uma grande oportunidade de ampliar os seus conhecimentos, contribuindo para a escolha da área em que atuará. "Espero saber mais sobre esse novo sistema e também fazer contatos com especialistas das empresas que participam do Beefday", disse a estudante, que já estagiou no Polo Regional de Colina, na área de gado de leite.
A consultora técnica Nayara Quixabeira, da empresa Premix, de Redenção-PA, avalia que o encontro é importante para ampliar os conhecimentos técnicos que serão transmitidos aos produtores. "Daqui, saímos com mais argumentos para ampliar a visão dos produtores sobre a necessidade de buscar novas tecnologias, não só no que se refere à rentabilidade, mas na qualidade dos produtos oferecidos", pontuou Nayara, que percorreu as estações acompanhada por oito profissionais paraenses.
O evento contou ainda com a presença da diretora do Instituto de Zootecnia, Renata Helena Branco Arnandes, e do diretor das unidades regionais da APTA, Silvio Tavares, que representou o coordenador da APTA, Orlando Melo de Castro.
Por: Paloma Minke

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