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APTA fornece cavalos para a Polícia Militar do Estado de São Paulo a índice zero de rejeição

Os cavalos utilizados pela Polícia Militar paulista têm, em sua grande maioria, origem em Colina, cidade do interior do Estado de São Paulo, reconhecida nacionalmente como a Capital dos Cavalos. A fama do município está diretamente ligada à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, que desde a década de 30 realiza pesquisas relacionadas ao setor, por meio do Polo Alta Mogiana/APTA Regional. Além dos estudos de reprodução, melhoramento genético, sanidade, sistema de criação e nutrição de equinos, a Unidade possui, há cerca de 25 anos, convênio com o Regimento de Cavalaria “9 de Julho”, órgão subordinado à Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, para o fornecimento de cavalos da raça Brasileiro de Hipismo (BH), utilizada no policiamento do Estado de São Paulo. São cerca de 20 animais disponibilizados anualmente e mais de 600 ao longo dos anos de parceria. Em avaliações feitas pela Polícia, o índice de rejeição dos cavalos da APTA é praticamente nulo. Os cavalos BH, que tem na Unidade da APTA um dos seus pilares de formação, possuem ainda boas características para os esportes. No Pan-Americano de 1995, em Mar Del Plata, na Argentina, um dos campeões foi um BH oriundo da APTA.
            O cavalo BH tem na APTA um dos seus pilares na formação, desenvolvimento, melhoramento, difusão e fomento, através do envolvimento e contribuição do corpo técnico na fundação da Associação do Cavalo Brasileiro de Hipismo, na década de 70. “O BH se caracteriza por ser um cavalo de sela, com grande facilidade para o adestramento, salto, concurso completo de equitação e do esporte hípico enduro. Além disso, seu porte e temperamento o torna apto a ser treinado para fins de policiamento”, explica José Victor de Oliveira, pesquisador da APTA.  
            Os animais vão para a Polícia com idade de três a sete anos, momento ideal para início dos treinamentos. “Antes disso, dizemos que o cavalo está em fase de crescimento. Desse modo, não se pode sobrecarregar a estrutura óssea do animal para não prejudicar sua vida útil”, explica Oliveira.
Os cavalos têm vida útil de serviço de até 20 anos. Sua fase reprodutiva, porém, é bem mais longa, tanto para o macho, como para a fêmea, principalmente com o uso das biotecnologias de reprodução.  
A doma e o adestramento dos cavalos são desenvolvidos pela própria PM e seu tempo varia entre os animais. “Decorrente do processo de acasalamento direcionado, o índice de animais da APTA que não se adaptam a esse fim é praticamente nulo”, firma Oliveira.
A APTA de Colina trabalha com reprodução, sanidade, sistema de criação e nutrição de equinos, além do melhoramento genético. No melhoramento, as pesquisas buscam características que sejam interessantes tanto para a Polícia, como para os criadores e todo o setor. “Buscamos sempre melhor produção, altura, desempenho esportivo e que o animal seja mais dócil, por exemplo”, afirma Oliveira. Os estudos levam cerca de nove anos.
Ao longo dos 25 anos de parceria, a avaliação dos cavalos nos treinamentos empregados pelo Regimento da Cavalaria “9 de Julho” auxiliou o direcionamento dos acasalamentos com a meta de gerar animais cada vez mais apropriados para o policiamento. “Os cavalos apresentam desempenho elevado mesmo em situação de pressão, barulho e movimentação intensa, permanecendo praticamente inalterados, sem demonstrar excesso de nervosismo. Eles são usados em aglomerações sem causar danos a pessoas ou bens”, explica a pesquisadora da APTA, Anita Schmidek.
De acordo com Schmidek e Oliveira, devido ao seu porte elevado, o BH proporciona uma excelente visão para o policial do ambiente que o cerca, possibilitando também que o pedestre encontre ajuda mais facilmente.
Segundo o site do Regimento de Cavalaria “9 de Julho”, a atuação da tropa montada em locais de densa concentração de pessoas é altamente eficaz, em face das vantagens proporcionadas pelo emprego do cavalo. “O homem a pé se dilui no meio da multidão e só tem condições de ver e atender aqueles que estão mais próximos, havendo necessidade de saturação da área a ser patrulhada para sua maior efetividade. Por outro lado, a utilização de viaturas se condicionam ao trajeto e ao tráfego das vias-padrão, quase sempre congestionadas, sendo o campo de visão de seus ocupantes de certa forma restrito, não só pelo plano que ocupa, como pela própria velocidade da viatura”.
            Nacionalmente reconhecidos como sinônimo de qualidade, os cavalos desenvolvidos pela Unidade da APTA em Colina despertam interesses dos criadores de todo o País e das Polícias Militares de outros Estados brasileiros, como Minas Gerais, Paraná e Espírito Santo. “Não só os cavalos, mas todos os animais que produzimos na APTA – Bretão, Jumento Brasileiro e Muares – são muito bem avaliados no Brasil. Diversos criadores e Polícias nos procuram com a finalidade de aquisição desses animais porque sabem que a estrutura do Governo Paulista se pauta na busca de melhoria, com animais de qualidade superior e com preços mais acessíveis. Dessa forma, atendemos os pequenos criadores, exercendo assim o papel de fomento da raça”, explica Schmidek.

Desempenho esportivo
 
            Além da utilização para fins militares, os cavalos da raça BH são também usados em competições esportivas, em eventos importantes como jogos olímpicos e Pan-Americano. Em 1995, por exemplo, no Pan da cidade de Mar Del Plata, na Argentina, o cavalo campeão foi um BH oriundo da APTA de Colina.

            O Brasil tem se destacado de forma intensa no agronegócio cavalo a ponto de se tornar expoente no setor, possuindo cerca de 10% do rebanho equino mundial, que é o 4.º maior do mundo, movimentando cerca de R$ 7,4 bilhões de reais por ano e gerando cerca de 3,2 milhões de empregos no País.

             De acordo com os pesquisadores da APTA, para atingir esses resultados há o envolvimento de indústrias, feiras agropecuárias, hípicas, prestação de serviços, além do comércio de animais e produtores, gerando recursos e empregos. "Neste contexto, o papel governamental através da APTA é importante para o fomento, geração de conhecimento e difusão de tecnologias e animais que atendam a demanda do setor público, na segurança, e privado, através de criadores e esportistas, colaborando ativamente nesta cadeia do agronegócio", afirma Schmidek.  

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Texto
Fernanda Domiciano - Estagiária - Assessoria de Imprensa – APTA
(19) 2137-0616/ 613

Assessoria de Comunicação da APTA
José Venâncio de Resende
Eliane Christina da Silva (estagiária - atendimento)
(11) 5067-0424 
 
 
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