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APTA fará três lançamentos na Agrishow 2016

Plano de treinamentos em aplicação de agrotóxicos com segurança é fruto de parceria entre IAC e ANDEF

Por Carla Gomes (MTB 28.156) – Assessora de Imprensa – IAC

Uma parceria com o objetivo de desenvolver treinamentos direcionados à prática de aplicação de agrotóxicos no Brasil será firmada entre a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto Agronômico (IAC), e a Associação Nacional de Defesa Vegetal (ANDEF). A assinatura do documento será feita na Agrishow, que será realizada de 25 a 29 de abril de 2016, em Ribeirão Preto, interior paulista. O acordo prevê o desenvolvimento de um plano de treinamentos na área de tecnologia e segurança na aplicação de agrotóxicos. O início das atividades está previsto para julho deste ano.
A ação em tecnologia e segurança na aplicação de agrotóxicos será pioneira no teste de métodos e logísticas. O IAC é o responsável pela criação e execução do projeto, que se inicia com a participação da ANDEF, mas está aberto ao ingresso de outros parceiros, que poderão ser empresas e associações.
Segundo o pesquisador do IAC e executor do projeto, Hamilton Humberto Ramos, para o futuro, deve ser planejado um sistema eficaz de transferência de tecnologia para estruturar a habilitação de aplicadores no Brasil, com propostas como a do IAC, organizadas em diferentes estados. “O processo que precisamos seguir é semelhante ao do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (INPEV), que começou como um projeto de reciclagem dentro da ANDEF e uma usina piloto, em Guariba, atualmente é um instituto com vida própria que organiza toda a estrutura de recolhimento de embalagens no Brasil e esse sistema é modelo para o mundo”, afirma o pesquisador.
Neste trabalho do IAC, serão realizados cursos teórico-práticos de nível avançado, com duração de 15 dias, sobre os temas ligados à tecnologia de aplicação e segurança no trabalho com agrotóxicos. Haverá também visitas técnicas a empresas ligadas à fabricação e teste de equipamentos de proteção individual (EPI), estações experimentais de desenvolvimento de agrotóxicos e empresas especializadas em ensaios de toxicologia. Para a fase inicial, são planejados estudos sobre seleção, uso e manutenção de EPI, tecnologia de aplicação para pequenas propriedades e as relações de trabalho previstas na NR 31, que disciplina sobre segurança e saúde no trabalho na agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e aquicultura.
“Adicionalmente, o IAC trabalhará para a constituição de conteúdos programáticos, materiais padronizados de treinamento e avaliação de agentes multiplicadores, bem como na elaboração de esquemas padronizados de estruturação física e financeira de outras ações de treinamento a serem desenvolvidas no Brasil”, afirma Ramos.
O público-alvo é composto por professores de universidades e colégios técnicos, extensionistas e instrutores das diversas instituições envolvidas na transferência de tecnologia. “O público são pessoas que ajam como agentes multiplicadores. Para isso, dependendo do curso, precisam ter pelo menos nível técnico, mas para outros poderá ser exigido nível universitário”, afirma Ramos.
O IAC responde pela equipe técnica que conduzirá os trabalhos e, quando necessário, serão convidados profissionais externos para compor o quadro de profissionais que atuarão nos cursos. “Os consultores “ad hoc” serão identificados e atuarão por curso, como forma de complementar o conhecimento já existente no IAC. Por exemplo, em um curso na área de segurança, conceitos de toxicologia são importantes e não temos isso no Instituto”, esclarece.
O IAC possui estrutura adequada para o treinamento, com laboratórios estruturados para as atividades relacionadas à tecnologia de aplicação e segurança, espaço para aulas práticas de campo, além da proximidade de áreas para visitas técnicas, estação experimental de empresas, fábrica de produtos e de EPI e empresas de teste.
Segundo Ramos, a aplicação de agrotóxico é uma área que desperta grande interesse da sociedade, principalmente em função da sua relação direta com alguns aspectos da sustentabilidade da agricultura, como a contaminação do ambiente, alimentos e trabalhadores, além dos custos sociais envolvidos nesse processo. “Quando esse assunto é abordado, quase sempre enfatizam o lado negativo de sua utilização e o agricultor aparece como o grande vilão da história, o que não é em absoluto a verdade”, explica.
De acordo com o pesquisador, o IAC tem trabalhado para mostrar que grande parte do problema vem do desconhecimento do trabalhador rural em relação ao tripé que compõe uma aplicação adequadamente realizada, composto por boa máquina, bem regulada e operada por trabalhador capacitado. Este conceito é amplamente trabalhado no Programa Aplique Bem, desenvolvido pelo IAC desde 2006, que já treinou 50.500 profissionais, em 22 Estados do Brasil e 812 municípios, até março de 2016.
Para o secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim, a melhoria da qualidade das aplicações de produtos fitossanitários passa, necessariamente, por uma melhor capacitação dos técnicos, produtores e trabalhadores envolvidos. “É assim que a ciência agropecuária paulista alcança positivamente a saúde da população, como orienta o governador Geraldo Alckmin”, afirma.
No Brasil, a capacidade total de treinamento de agricultores é de, aproximadamente, cem mil trabalhadores, considerando todas as instituições e projetos que têm a função de treinar, dentre elas o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), o IAC, por meio do Aplique Bem, e outros. Porém, estima-se que o universo a ser treinado é de dois milhões de aplicadores de agrotóxicos. Segundo Ramos, o tamanho do problema pode ser mensurado da seguinte forma: O Brasil tem 10% da população brasileira trabalhando na agricultura, isto é, cerca de 20 milhões de agricultores. Destes, 10% são aplicadores de agrotóxicos. “O Brasil precisa urgentemente começar a discutir um sistema eficaz de transferência de tecnologia ágil e eficiente”, avalia.
Para Ramos, apesar do relevante trabalho que vem sendo realizado por diversas entidades e empresas envolvidas no processo de transferência de tecnologia, observa-se uma falta de atualização técnica e metodológica de ensino por parte de professores, extensionistas e instrutores que atuam na transferência de tecnologias de aplicação de agrotóxicos e segurança do trabalhador em manipulação direta e indireta de agrotóxicos. “Estes treinamentos vivenciais podem ser considerados essenciais para melhoria da responsabilidade na aplicação de agrotóxicos no Brasil, gerando benefícios incalculáveis à agricultura brasileira e à saúde ocupacional e ambiental nas regiões agrícolas”, avalia.

APTA e Embrapa apresentam projeto de longa duração para realização de pesquisa e difusão tecnológica na Agrishow

Área de 44 hectares, dentro da Feira, terá foco no desenvolvimento e transferência de tecnologia em pecuária de corte e recuperação de pastagens

Fernanda Domiciano – Assessoria de Imprensa – APTA

Um projeto de longa duração para realização de pesquisas e difusão tecnológica na área da Agrishow será apresentado durante a 23ª edição da Feira, pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O projeto prevê a participação da iniciativa privada.  A Unidade de Referência Tecnológica em Integração Lavoura-pecuária-floresta (URT ILPF) terá foco no desenvolvimento e transferência de tecnologia em pecuária de corte e recuperação de áreas degradadas. Durante as dinâmicas da Agrishow 2016, os pesquisadores da APTA proferirão três palestras diárias sobre variedades de milho e produção de silagem e a tecnologia do Boi 7.7.7, desenvolvida pela Agência.
O projeto prevê a implantação do sistema de integração lavoura-pecuária-floresta em uma área de 44 hectares que ficará dentro da Agrishow até 2028 e será de responsabilidade da APTA, por meio de seus polos regionais e do Instituto de Zootecnia (IZ-APTA), e da Embrapa Meio Ambiente. O projeto total é estimado em R$ 3 milhões. A APTA e a Embrapa buscam parcerias com instituições privadas para a execução dos trabalhos.
O objetivo da parceria é gerar, consolidar e promover tecnologias para a produção de bovinos de corte nas fases de recria e terminação em sistemas integrados. A expectativa é que na área sejam apresentadas oportunidades de uso eficiente do solo, considerando a recuperação de áreas degradadas ou em degradação e a renovação de áreas canavieiras.
Os pesquisadores também querem mostrar aos produtores rurais a importância de incluir culturas anuais ou de ciclo longo em áreas exclusivas para pastagem. “A inserção de soja e eucalipto nessas áreas contribuem para a produtividade animal e vegetal, melhoria das condições do solo e sustentabilidade de sistemas de produção de carne. Com o sistema ILPF o produtor também diversifica sua renda. A URT ILPF servirá como uma vitrine tecnológica, em que o produtor poderá conhecer as novidades da pesquisa para melhorar sua produção”, afirma Renata Helena Branco, pesquisadora e diretora-geral do IZ.
A expectativa é que sejam avaliados na área sistemas de sucessão de culturas que incluirão soja para a produção de grãos e milho consorciado com capim para produção de silagem, inseridas em áreas de plantio de eucalipto e mogno africano.
Os sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e integração lavoura-pecuária (ILP) têm como vantagens a melhoria na qualidade da pastagem, o aumento do conforto animal, da conservação do solo e a diversificação da fonte de renda do produtor. O principal benefício é a recuperação de pastagem, essencial para fornecer os nutrientes necessários à alimentação animal e evitar processos de degradação, como a erosão. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo estima que 4,8 milhões de hectares de pastagens estejam em estágio mediano de degradação e outros 1,5 milhão em estágio avançado em todo o Estado de São Paulo.
O IZ iniciou, em 2015, o Programa de Produção Animal em Sistemas Integrados (Propasi) com o objetivo de desenvolver uma pecuária intensiva, com sustentabilidade ambiental e respeito ao bem-estar animal, nas unidades de Nova Odessa e Sertãzinho, interior paulista. O Programa já contempla alguns projetos financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), com o objetivo de  avaliar os diversos sistemas existentes, a influencia de diferentes tipos de plantios na produção de forragem, bovinos de corte e leite e os impactos no solo e nas emissões de gases de efeito estufa. Também é objeto de estudo avaliar a produção do capim-marandu e o desenvolvimento das árvores de mogno africano em cultivo exclusivo – padrões comerciais – e em sistema ILP.
Boi 7.7.7
Produzir mais, com melhor qualidade e em menor tempo é, provavelmente, o sonho de todo produtor rural. Mas a ampliação da competitividade requer planejamento e adoção de tecnologias. Com o objetivo de disponibilizar um novo sistema à agropecuária brasileira, o Polo Regional de Colina (APTA Regional) desenvolveu tecnologia inédita voltada à produção de gado de corte, chamada Boi 7.7.7. O nome se deve aos ganhos obtidos com o novo método: o animal alcança sete arrobas na desmama, sete na recria e outras sete na engorda, totalizando 21 arrobas no momento do abate. Este resultado é obtido em dois anos, no máximo. No sistema tradicional de produção são necessários, no mínimo, três anos para o animal atingir 18 arrobas. Além da produção precoce, a tecnologia pode aumentar em até 30% os lucros dos pecuaristas.
O sistema de produção será incorporado na área URT ILPF, na Agrishow. Os animais serão recriados a pasto com suplementação e terminados em sistema intensivo, de confinamento ou semiconfinamento. Os pesquisadores traçaram duas estratégias nutricionais para os animais: abate aos 20 meses e aos 24 meses.
“A tecnologia do Boi 7.7.7, desenvolvida pela APTA, gera ganhos para todo o setor agropecuário. É um conceito importante para quem produz, processa e consome carne bovina. A tecnologia está alinhada as orientações do governador Geraldo Alckmin, de melhorar toda a cadeia produtiva”, afirma Arnaldo Jardim, secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
O sistema vem sendo adotado por produtores dos Estados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Goiás, Minas Gerais, Paraná e Rondônia, principais regiões brasileiras produtoras de gado de corte. A produção de bovinos com qualidade e em tempo 30% menor requer estratégia. “É necessário que sejam utilizadas diversas ferramentas para atingir esse resultado. O trabalho envolve, principalmente, manejo de pasto e suplementação alimentar”, explica Gustavo Rezende Siqueira, pesquisador da APTA.
Em uma produção normal, os pecuaristas precisam de três anos para fazer o giro — período entre o início da produção até o abate. Com a tecnologia da APTA, é possível fazer um giro e meio nesse período. Essa precocidade do sistema é importante para toda a cadeia pecuarista. “Tempo é dinheiro. Essa redução no tempo de permanência do animal no pasto aumenta em até 30% os lucros dos produtores”, afirma Resende. Apesar de os custos de produção ser maiores, os pecuaristas conseguem produzir mais em uma mesma área e ter produtos com qualidade superior para comercialização.
Na avaliação do coordenador da APTA, Orlando Melo de Castro, como entidade gestora e executora da pesquisa agropecuária é necessário nortear as ações a fim de atender às necessidades das cadeias de produção, que só podem ter êxito se tiverem seus produtos bem aceitos pelos consumidores. “No caso da pecuária, é necessário produzir considerando a qualidade exigida pelo mercado, a sanidade dos rebanhos e a viabilidade econômica, além de minimizar os impactos ao ambiente. Nesse cenário, a tecnologia do Boi 7.7.7 atende a todos os quesitos. É uma grande contribuição da APTA a um setor altamente relevante para a economia nacional”, avalia Castro.
Palestras
Durante a Agrishow 2016, os pesquisadores da APTA proferirão duas palestras diárias sobre os trabalhos da Agência na seleção das melhores variedades de milho para produção de silagem e sobre o Boi 7.7.7. As palestras serão proferidas entre às 9h40 e 12h e 14h e 16h30, junto com as dinâmicas.

IAC inaugura Galpão de Produção de Mudas Pré-Brotadas (MPB) durante Agrishow 2016

Nova estrutura permitirá agilizar a produção de mudas pelo Sistema MPB, desenvolvido pelo Instituto Agronômico

Fernanda Domiciano – Assessoria de Imprensa – APTA

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto Agronômico (IAC-APTA), inaugurará em 28 de abril de 2016, durante a Agrishow 2016, o Galpão de Produção de Mudas Pré-Brotadas, no Centro de Cana IAC, em Ribeirão Preto, interior paulista. No novo espaço, serão realizadas parte das etapas de produção de mudas de cana-de-açúcar pelo Sistema de Mudas Pré-Brotadas (MPB), tecnologia desenvolvida pelo Instituto Agronômico.
A configuração do galpão de produção teve como base um modelo compacto de construção. “A logística operacional e dinâmica direcionaram o projeto inspirado nas linhas de montagens industriais, que permitirão ganhos na qualidade e na eficácia do processo de produção das MPBs”, afirma Mauro Alexandre Xavier, pesquisador do IAC.   
No novo espaço, serão realizadas etapas importantes do processo, corte dos minirrebolos, tratamento químico, pré-brotação e individualização. “Com a nova configuração desse galpão será possível reduzir de 12 para oito dias a execução dessas atividades, o que significa uma redução de tempo de 33%, certamente, promovendo impactos positivos na diminuição de custos de produção das MPBs”, explica Xavier.
Segundo o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, o Sistema MPB é ideal para a multiplicação rápida de mudas de cana com sanidade, facilitando a adoção de novas variedades pelo setor sucroenergético. “A inovação contribui para a independência do canavicultor em relação à produção de mudas. Melhorar a produtividade dos agricultores é uma recomendação do governador Geraldo Alckmin”, afirma. Sistema MPB
O Sistema de Mudas Pré-Brotadas (MPB) de cana é uma tecnologia de multiplicação rápida que contribui para a produção de mudas e traz grande salto na qualidade fitossanitária, vigor e uniformidade de plantio. Os primeiros resultados do Projeto de Validação do Sistema de Mudas Pré-Brotadas (MPB), desenvolvido pelo Programa Cana do Instituto Agronômico (IAC) mostram taxa de multiplicação acima de 1:70. Isso significa que 100 metros de mudas originam sete mil metros multiplicados a partir do MPB.
Outro grande benefício está na redução da quantidade de mudas que vai a campo. Para o plantio de um hectare de cana, o consumo de mudas cai de 18 a 20 toneladas, no plantio convencional, para duas toneladas no MPB. “Esse valor significa que 18 toneladas que seriam enterradas como mudas vão para a indústria produzir etanol e açúcar, gerando ganhos”, explica Xavier. Além da economia, os produtores podem alcançar ganhos de produtividade de até 40%, em relação ao sistema de plantio tradicional.
A tecnologia desenvolvida pelo IAC é direcionada a aumentar a eficiência e os ganhos econômicos na implantação de viveiros, replantio de áreas comerciais e, possivelmente, renovação e expansão de áreas de cana-de-açúcar. “Trata-se de um novo conceito de multiplicação da cana, reduzindo volume e levando para o campo efetivamente uma planta”, esclarece Xavier.
O MPB está sendo adotado em várias regiões brasileiras. “Pela simplicidade do método e suas variações, o MPB já está em Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Região Central de São Paulo, e em curto e médio prazo, muitos produtores de outros Estados deverão adotar o método, tornando-o, portanto, uma tendência”, conclui o pesquisador do IAC.
Contatos durante a Agrishow
Na Feira: Fernanda Domiciano
19 – 99269-9138/ 16 - 3911-9126
imprensa@apta.sp.gov.br
Em Campinas: Giulia Losnak
infoapta@apta.sp.gov.br
19 – 2137-8933

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