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Aproximação da safra brasileira pressiona as cotações da curva futura do café

A mais recente alta da taxa SELIC, ocorrida na última quarta-feira de maio, sacramentou a sexta elevação consecutiva do índice, que passou a registrar 13,75% ao ano. Os operadores do mercado, cientes dessa possível alta, elevaram suas perspectivas para os contratos de juros futuros negociados na BM&F-BOVESPA. Eles acreditam que o amargo remédio da elevação da SELIC tenha tendência de arrefecer a partir de 2016, conforme indicam a média das taxas contratadas no futuro do índice. Tal posicionamento, em muito reflete a aprovação pelo legislativo às medidas de ajuste econômico, recentemente conduzidas pela equipe econômica, informa a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA).

O mercado de dólar futuro na BM&F-Bovespa continua a sinalizar crescente desvalorização do real, impactando a formação dos preços em dólar das principais commodities negociadas pelo país. A performance da economia estadunidense associada a uma possível majoração dos juros básicos por parte de sua autoridade monetária têm promovido crescente interesse pelas posições em dólar por parte dos agentes de mercado, acarretando valorização da moeda.

“A trajetória da média das cotações semanais na bolsa londrina para os contratos futuros de café robusta exibiu contínua queda. Em 2015, os embarques brasileiros do produto têm surpreendido o mercado, já contabilizando 1,87 milhão de sacas transacionadas para o exterior”, afirma Celso Vegro, pesquisador do IEA. Comparativamente, em 2014, a exportação global de conilon foi de 827 mil sacas. Ademais, o barateamento do arábica torna vantajoso o aumento de sua participação no blend em detrimento do robusta, o que pode estar induzindo baixa tão expressiva no produto.

Ao longo do mês de maio na Bolsa de Nova York, mais precisamente no dia 18, houve liquidação da segunda posição até então a de julho, assumindo essa condição a de setembro. Essa situação promoveu a baixa na quantidade de contratos vendidos com recompra na semana seguinte. Evidentemente, tal movimentação contribuiu para a oscilação negativa nas cotações do arábica.

A diminuição do ritmo dos embarques brasileiros, contabilizada pelas estatísticas recém divulgadas, evidencia queda na disponibilidade interna (remanescentes da safra 2014/15 e estoques). Uma safra mais modesta do Brasil, conforme previsto pela CONAB em seu segundo levantamento, poderá acarretar forte pressão sobre as cotações no médio prazo. As incertezas sobre esse mercado são inúmeras e com isso deverá crescer a volatilidade das cotações.

O Instituto de Economia Agrícola, um dos seis que compõem a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, sob orientação da Pasta, apresenta as cotações da Curva Futura do Café, com o objetivo de fornecer ao produtor mais esse importante instrumento de tomada de decisão”, destaca o secretário, Arnaldo Jardim. A análise do comportamento mercado externo, juntamente com outras informações produzidas pelo Instituto possibilita a elaboração de políticas para apoiar o setor. Isso é fundamental na nossa economia atual. Orientados pelo governador Geraldo Alckmin estamos cada vez mais próximos do setor produtivo e essa é uma forma de atuação da nossa secretaria, conclui.

Para ler o artigo na íntegra e consultar as tabelas, clique aqui.

 

Mais informações:

Texto: Nara Guimarães

Assessoria de Imprensa – IEA

Tel.: (11) 5067-0498

naraguimaraes@sp.gov.br

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