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Alimentos pressionam e IGP-M registra alta de 0,28% em julho

O IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) teve alta de 0,28% neste mês, acima do 0,26% registrado em junho, informou nesta segunda-feira a FGV (Fundação Getúlio Vargas). De acordo com a FGV, novamente os alimentos pressionaram o índice, aliviado, na outra ponta, pela queda das tarifas de energia e combustíveis. No ano, o índice acumula alta de 1,75% e, nos últimos 12 meses, de 4%, segundo a FGV. O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência. O IPA (Índice de Preços por Atacado) subiu 0,26%, acima do resultado de junho (0,01%). O indicador referente a Bens Finais teve queda de 0,14% neste mês (contra queda de 0,10% em junho). Excluindo os subgrupos Alimentos "in natura" e Combustíveis (o primeiro com taxa de variação recuando de 3,71% para 0,64% e o segundo, de -4,06% para -4,93%), o índice de Bens Finais subiu 0,61% em julho (contra 0,12% em junho). Por grupos - O índice de Bens Intermediários teve queda de 0,13% (revertendo a alta de 0,32% em junho). O subgrupo Combustíveis e Lubrificantes para a Produção (que caiu de 1,58% para 0,19%) foi o principal responsável pelo recuo neste mês. Excluído este subgrupo, o índice teve queda de 0,21% (contra baixa de 0,01% em junho). No estágio inicial da produção, o índice de Matérias-Primas Brutas variou 1,58%, em julho, ante 0,46%, em junho. Os itens bovinos (0,74% para 5,84%), cana-de-açúcar (-10,17% para -6,62%) e mandioca (-12,74% para 3,71%) foram os que mais contribuíram para a alta no grupo. Em queda ficaram milho em grão (0,46% para -1,31%), café em grão (3,53% para -0,56%) e tomate (-0,84% para -22,81%). IPC - O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) subiu 0,34%, em julho (contra 0,35% em junho). A principal contribuição para o ligeiro recuo veio do grupo Habitação (0,40% para 0,24%), com a queda na tarifa de eletricidade residencial (0,22% para -2,56%). Também houve queda no grupo Saúde e Cuidados Pessoais (0,42% para 0,31%), com a desaceleração no item Artigos de Higiene e Cuidado Pessoal (0,76% para 0,42%). Já o grupo Alimentação registrou aceleração, indo de 0,73% em junho para 1,23% neste mês. Contribuíram para a alta os itens frutas (-0,73% para 4,38%), laticínios (5,77% para 9,14%) e carnes bovinas (0,29% para 2,85%). A aceleração do grupo Alimentação foi amenizada pela queda do item hortaliças e legumes (de -1% para -6,78%). Em alta também ficaram os grupos Educação Leitura e Recreação, Despesas Diversas, Transportes e Vestuário, com destaque para passagens aéreas (7,32% para 8,25%), cigarros (0,61% para 1,83%), álcool combustível (-4,91% para 6,40%) e roupas masculinas (-0,43% para 0,17%). INCC - O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) subiu 0,21% neste mês, abaixo do resultado de junho (1,67%). O grupo Mão-de-Obra passou de 2,94%, em junho, para 0,07%, em julho, com os impactos decrescentes de reajustes salariais, por ocasião da data-base, nas cidades de Brasília, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, Rio de Janeiro e São Paulo. Ao mesmo tempo começaram a ser captadas elevações nas cidades de Curitiba e Porto Alegre. A taxa do índice referente ao grupo Materiais baixou de 0,51% para 0,25%. Apenas o grupo Serviços apresentou alta, passando de 0,75% no mês passado para 0,83%, em julho.
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