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Algodão transgênico ocupará cerca 67,4 mil/ha

A estimativa da área cultivada com as variedades transgênicas foi feita com base na projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) de que a área plantada de algodão vai variar entre 421 mil e 449,6 mil/ha nesta safra. O gerente comercial da Sementes Bom Futuro, Francisco José Soares Neto, que também é membro da Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (Aprosmat), destaca que a área plantada com as cultivares transgênicas só não será maior devido à falta de sementes disponíveis no mercado. Ela cita, por exemplo, que a Nu Opal já esgotou nos revendedores. “As sementes de algodão transgênico estão sendo bastante procuradas pelos agricultores do Estado, por isso as variedades já estão acabando”. Na região Sul – que concentra mais de 60% da cotonicultura estadual - ele destaca que os produtores estão adquirindo as variedades para testar na lavoura. Na próxima safra (07/08), a procura pelo algodão transgênico vai depender dos resultados obtidos nesta temporada. Soares acredita que a tendência é de uma evolução na área plantada com as variedades. Ele conta que muitos produtores devem cultivar talhões de algodão transgênico paralelamente às variedades convencionais. Em média, a saca de 20 quilos de semente transgênica tem cotação superior a convencional, em torno de 30% a 40%. Enquanto uma saca de semente convencional é vendida por cerca de R$ 100, a Nu Opal e a DP 90 B valem entre R$ 130 e R$ 140. Demanda - Como em média para semear um hectare de algodão são necessários 13 quilos de sementes, Mato Grosso deverá consumir entre 820 e 876 toneladas de sementes transgênicas. Isto significa cerca de 41 mil a 43 mil sacas das variedades com o evento BT 1. Para viabilizar o plantio da área estimada para esta safra no Estado (de 421 mil a 449,6 mil/ha) serão necessários de 5,473 mil a 5,844 mil toneladas de sementes de algodão. No ciclo passado (05/06), quando os cotonicultores cultivaram cerca de 350 mil/ha da pluma, a demanda foi de 4,550 mil toneladas de sementes. Atualmente existem cerca de 15 variedades de algodão disponíveis no mercado mato-grossense. O gerente comercial da Sementes Bom Futuro destaca que a variedade mais cultivada pelos cotonicultores mato-grossenses é a Fibermax 966, da Bayer Seeds. A semente é procurada por se tratar de um material precoce, com ciclo de aproximadamente 150 dias. Em segundo lugar vem a Delta Opal, da MDM, que é resistente à viroses e tem um ciclo de 170 a 175 dias. Apesar de ser a segunda colocada no Estado, a Delta Opal é a semente preferida entre os produtores da Serra da Petrovina, por garantir uma boa qualidade de fibra. (fonte: Diário de Cuiabá)
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