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Agronegócio sai do vermelho e cresce 1,6%

Depois de registrar resultado negativo em 2005, o agronegócio brasileiro fechou o ano de 2006 com um crescimento de 1,6%. Entre os setores que mais cresceram estão a cana de açúcar, a celulose e o fumo. Apesar de positivo, o resultado ficou aquém da boa fase de 2004, quando o crescimento ficou próximo de 5,5%. Em 2006, o setor também teve um desempenho inferior ao registrado pela indústria nacional, que cresceu 2,8%. “Este resultado foi influenciado positivamente pelas melhores condições climáticas em 2006, em relação a 2005 (ano de forte estiagem, sobretudo no Sul), que favoreceram a expansão de 3,4% nos setores vinculados à agricultura”, diz o IBGE. No lado negativo, o instituto destaca o recuo nos segmentos associados à pecuária (-0,8%), influenciada pela queda nas exportações de frangos em razão da gripe das aves. “Outros fatores que contribuíram negativamente para a agroindústria foram a valorização cambial (reduziu exportações de máquinas e equipamentos agrícolas), aumento dos custos de produção e a queda no preço internacional da soja”, diz o IBGE. Os números também mostram que o setor teve uma desaceleração no final do ano, a crescer apenas 0,8% no quarto trimestre, abaixo dos 2,9% dos três meses anteriores. Carros flex Os derivados da cana-de-açúcar cresceram 7,9%, por conta da maior demanda por álcool para atender o crescimento da frota de automóveis bicombustível e também pela maior exportação de açúcar e álcool, impulsionada pela alta dos preços internacionais. Outras contribuições positivas vieram de celulose (4,2%), fumo (6,2%) e laranja (1,9%), produtos relevantes na pauta de exportação. Por outro lado, os derivados de soja tiveram queda de 5%. A soja é o principal grão produzido e exportado pelo país e foi prejudicada pela valorização cambial, pelos baixos preços internacionais e pela ferrugem asiática. O setor dos produtos industriais utilizados pela agricultura recuou 2,6%, em decorrência da retração em máquinas e equipamentos (-16,7%), mas com acréscimo em adubos e fertilizantes (2,7%). “O subsetor de máquinas e equipamentos foi impactado por um conjunto de fatores negativos para o agronegócio brasileiro. Estes fatores resultaram na diminuição da renda agrícola e do poder de compra dos agricultores, levando à redução do investimento em bens de capital agrícolas”, diz o IBGE.
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