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Agroenergia nas pesquisas IAC

A sociedade pode conhecer algumas das opções em culturas energéticas geradas pelo IAC, como o girassol IAC Iarama e a mamona IAC 2028. A intenção é não só transferir tecnologia à cadeia produtiva, mas também estabelecer contatos com empresas interessadas em multiplicar sementes de variedades desenvolvidas pelo IAC. Com 70 anos de pesquisas em oleaginosas, os resultados IAC em girassol e mamona agora servem de paradigma no estabelecimento de uma agricultura que se firma como ferramenta na construção de matriz energética alternativa. A nova variedade de girassol IAC-Iarama é o material comercial mais precoce no mercado brasileiro e adequado para áreas de renovação de canavial. A IAC-Iarama ainda se destaca por produzir a mesma quantidade de óleo de outros materiais, porém em tempo mais curto. A IAC-Iarama, pesquisada desde 1990, possui semente escura, com cerca de 42% de óleo, porte baixo e ciclo curto, rendimento médio de grãos de 2.000 kg/ha e boa uniformidade, o que facilita a colheita mecanizada. Na cultura da mamona, o IAC, órgão da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, vem contribuindo com variedades que têm maior produtividade em óleo, ciclo precoce e facilidade de mecanização. A mamona é pesquisada no IAC desde 1936, sem interrupção, acumulando importante acervo de conhecimento sobre a tecnologia de produção, disponíveis aos diferentes níveis tecnológicos dos produtores do Brasil. O público da Agrishow terá acesso à variedade de mamona IAC-2028, que será lançada em breve. Com alto potencial de produtividade, frutos indeiscentes e porte médio, é indicada para produtores de grande e de pequeno porte. A colheita é única e manual, mas é possível a mecanização em certas condições. A IAC 2028 tem produtividade média de 2.121 kg/ha e teor de óleo nas sementes de 48%. Com esse mesmo teor de óleo, a IAC Guarani tem produtividade média de 1.500 kg/há — essa comparação mostra a evolução dos materiais proporcionada pelo melhoramento genético, carro-chefe das pesquisas IAC. O IAC tem diversas tecnologias para colaborar na caminhada do Brasil em direção às fontes energéticas renováveis. A agroenergia reúne opções limpas e sustentáveis e além das oleaginosas há também importante fonte na cana-de-açúcar, geradora de etanol — o combustível alternativo por excelência. E, especialmente nessa área, as pesquisas IAC vêm oferecendo relevantes contribuições. Nos últimos oito anos, o Instituto lançou 12 variedades de cana para fins industriais, algumas adaptadas para ambientes específicos de regiões de São Paulo, Goiás e Minas Gerais. Essa diversidade protege a canavicultura brasileira contra doenças e pragas, blindando o agronegócio canavieiro como um todo. Os visitantes da Agrishow poderão ver as variedades IAC91-2195, IACSP93-6006, IACSP93-3046, IACSP94-2094, IACSP94-2101 e IACSP94-4004. O Centro de Cana do IAC, situado em Ribeirão Preto, é referência mundial em desenvolvimento de variedades e de tecnologias de manejo. As demandas do setor são levantadas no trabalho direto com integrantes da canavicultura, por meio de parcerias com cerca de 50 empresas. Assim, à medida que o segmento sucroalcooleiro apresenta necessidades, os pesquisadores trabalham no sentido de identificar solução já existente ou gerar nova resposta capaz de manter saudável forte a maior cultura em área do Estado. Outra alternativa está no amendoim. De acordo com o pesquisador do IAC, Ignácio Godoy, a utilização do amendoim como matéria-prima para biocombustível é potencialmente muito interessante principalmente para as regiões próximas à sua produção agrícola. As maiores limitações para esse novo mercado que se abre para o produtor estão nos altos valores do produto para confeitaria e na insuficiência atual de matéria-prima. Atualmente, a produção brasileira de amendoim situa-se em 200 mil toneladas de grãos selecionados, dos quais 170 mil são comercializadas para o mercado de confeitaria, sendo 120 mil para o mercado interno e 50 mil para exportação. O restante tem três destinos: comercialização em casca, retorno ao campo como sementes, e esmagamento e produção de óleo. Estima-se que, do total produzido, apenas 5 a 10 % são convertidos em óleo comestível cujo destino é o mercado europeu, onde o óleo de amendoim é mais valorizado do que o de soja. Conheça as variedades de amendoim que o IAC expõe na Agrishow. A diferenciação dos materiais procura atender às alternativas de mercado que se apresentam para os produtores de amendoim no Brasil. IAC Tatu ST: porte ereto e precoce (permite cultivos com pouca mecanização); possui vagens alongadas (tipo Valência) com 3 a 4 grãos de tamanho pequeno e pele vermelha; este padrão atende um mercado de pequena escala, no Brasil e alguns países europeus, para consumo de amendoim “na casca”. Também é procurado para comercialização de grãos “com pele” (onde a cor vermelha é tradicionalmente preferida). IAC 213: novo cultivar, em fase experimental no IAC, é semi-precoce e traz uma inovação importante para o amendoim brasileiro, pois associa o hábito de crescimento rasteiro das plantas (colheita mecânica) com a produção de grãos pequenos e pele vermelha (aptidão para o mercado interno de grãos “pele vermelha”. IAC 8112: este cultivar também é recomendado para pequenos cultivos com pouca mecanização; associa a precocidade e rusticidade com a produção de grãos pequenos, uniformes e pele de cor castanha; este padrão é o ideal para confecção de produtos “drageados” (grãos inteiros confeitados), largamente consumidos tanto no Brasil como em outros países. Runner IAC 886: cultivar rasteiro de alto potencial produtivo, para sistemas mecanizados; seu ciclo é longo, mas tem crescimento vegetativo determinado, permitindo o cultivo no período de renovação da cana-de-açúcar; produz grãos de pele rosada e tamanho médio, tipo chamado “runner”, com alta proporção de grãos de calibres 38/42 e 40/5 (grãos/onça – unidade padrão internacional para comercialização de amendoim). IAC Caiapó: cultivar rasteiro de alto potencial produtivo; ciclo longo, indicado para regiões onde a precocidade não é necessária; associa a moderada resistência a doenças foliares com a produção de grãos tipo “runner” (mercado externo de grãos); possui alto teor de óleo nos grãos, resultando em alto rendimento em óleo por área plantada, constituindo interessante opção para projetos em que a produção de óleo é priorizada. IAC 147: novo cultivar, em fase experimental no IAC, é rasteiro de alto potencial produtivo; apresenta relativa resistência a doenças quando comparado com o Runner IAC 886; destaca-se pela alta granulometria (alta porcentagem de grãos de calibres 38/42 e maiores) e pelo alto teor de óleo nos grãos, superando ligeiramente o cultivar IAC Caiapó sendo, também, opção para projetos dirigidos para a produção de óleo. Do alto de sua excelência em pesquisa agrícola, aos 118 anos de experiência e sintonizado com a modernidade científica, o IAC gera respostas para impulsionar a sustentabilidade e a competitividade das cadeias de agroenergia. O Instituto Agronômico ainda expõe na Agrishow 2006: Cana forrageira Outra tecnologia IAC a ser exposta na Agrishow é a variedade forrageira de cana — a IAC86-2480, apresentada ao público em 2002 e já um sucesso de adoção pelo setor. A IAC86-2480 é o primeiro grande salto no universo da cana. A variedade tem teor de fibra mais baixo e apresenta condição mais favorável para a alimentação animal. A cana IAC contribui para o gado consumir maior quantidade e ganhar 18% a mais de peso que o alcançado com outras variedades. O resultado é menor volume de alimentação manejado no dia-a-dia e redução do custo com mão-de-obra. A IAC86-2480 é sucesso em meio aos produtores, que dispõem também de um boletim técnico com orientações sobre a cultura.
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