cabecalho apta130219

Aditivos e Oléos Vegetais para melhorar o desempenho e as características das carcaças de bovinos de corte

Berndt, A.1; Valinote, A.2; Takahashi3; F.H., Balcão, L.F.3; Leme, P.R. 4; Demarchi, J.J.A.de A1 Uso de Ionóforos Fundamentados em resultados de pesquisas, diversos pecuaristas vem adotando tecnologias com a finalidade de gerar aumento tanto na produtividade como na eficiência econômica de produção (Lanna, 1997). Com o uso de aditivos observa-se primariamente um aumento da eficiência alimentar e/ou ganho diário. Alguns aditivos possuem efeitos secundários, tais como redução da incidência de acidose, coccidioses e timpanismo, enquanto outros inibem o estro, reduzem abscesso de fígado ou controlam problemas de cascos (Stock & Mader, 1999 citados por Goes, 2004). Segundo Nicodemo (2001) os ionóforos melhoram a eficiência do metabolismo de energia através da alteração dos tipos de ácidos graxos voláteis (AGV) produzidos no rúmen e diminuem a energia perdida na forma de metano durante a fermentação do alimento. Reduzem também a degradação de proteína ruminal e a síntese de proteína microbiana, tendo apenas um pequeno efeito sobre o desempenho de bovinos alimentados com grãos, mas são importantes para o crescimento de bovinos alimentados com forragem (Goes, 2004). Em dietas com alta quantidade de grãos não ocorre alteração no ganho de peso, mas sim diminuição do consumo; em dietas baseadas em forragens o consumo não é alterado, mas ocorre aumento do ganho de peso. Esse tipo de comportamento pode ser explicado pelo mecanismo quimiostático de satisfação da ingestão: no aumento da disponibilidade de energia, como ocorre com o uso de ionóforos por um animal consumindo dietas muito energéticas, em que este mecanismo já está atuante, faz com que um menor consumo supra a mesma necessidade de energia. Um animal recebendo a dieta a base de forragens e, portanto, tendo menor densidade energética, o aumento energético não causa redução de consumo e como há mais energia sendo aproveitada para uma mesma ingestão, há melhorias no ganho e na conversão alimentar (Goes, 2004). Níveis elevados de ionóforos na dieta são tóxicos. O diagnóstico presuntivo de intoxicação por ionóforo baseia-se na ocorrência de problemas alimentares caracterizados clinicamente por anorexia e diarréia. A maior parte dos problemas de intoxicação dá-se no período inicial de adição de ionóforos à dieta, e muitas vezes envolvem erros na mistura ou superdosagem. A dosagem utilizada deve ser ministrada de acordo com as recomendações do fabricante.
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