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Açúcar tem maior alta em 25 anos; Brasil domina cenário global

Os preços futuros do açúcar demerara estão no maior valor desde 1981, testando nesta quinta-feira (3) a marca dos 19,73 cents. O preço é a máxima de 25 anos sem o ajuste da inflação. O diferencial entre aquele período e o atual é que agora o Brasil superou Cuba, tornando-se o maior produtor e exportador mundial da commodity, disse Michael McDougall, vice-presidente sênior da Fimat USA. "A situação hoje é muito diferente daquela no início dos anos 1980", observou Donald Mitchell, economista líder do Banco Mundial. "Naquele tempo, a inflação e as taxas de juros eram elevados e os preços de commodities ficaram firmes por quase uma década. Agora, a inflação e o juros estão mais baixos, mas em linha de ascensão, e os preços das commodities seguem em baixa por uma década. A forte alta de hoje nos preços do açúcar é impulsionada pela quebra de oferta provocada pela seca na Tailândia e no Brasil em 2005 e os furacões que afetaram as lavouras de cana norte-americanas, observa Donald Mitchell, economista líder do Banco Mundial. A demanda global fortaleceu-se com o rápido crescimento econômico mundial. Além disso, pelo terceiro ano consecutivo os estoques globais estão baixos, "o que não acontecia há 15 anos", afirma Michael McDougall, vice-presidente sênior da Fimat USA. Apesar de a inflação não estar tão elevada quanto há 25 anos, o alto custo da energia estimulou a demanda em diversos países, disse McDougall. O Brasil começou seu programa de álcool depois da forte alta do açúcar em 1980/81, convertendo mais cana em combustível. Outros produtores seguiram a tendência recentemente, o que preocupa consumidores quanto à disponibilidade da commodity nos próximos anos. As informações são da Dow Jones.
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