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90% das Centrais de inseminação artificial de touros do país são monitorados pelo Instituto Biológico

Comunicação IB
Cerca de 90% das Centrais de inseminação artificial de touros registradas no país são monitorados pela Secretária de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto Biológico (IB-APTA). A inspeção visa atender aos protocolos internacionais para a comercialização de sêmen e embriões industrializados.
Atualmente são realizados exames para Brucelose, Leptospirose, Campilobacteriose, Tricomoniase, IBR/IPV, BVD, Língua Azul, Febre Aftosa e Estomatite Vesicular.
O Instituto realiza 223 tipos diferentes de exames para preservar a sanidade animal. “Em 2015, foram processadas 81 mil análises laboratoriais, das quais, cerca de 10% foram procedentes de centrais de inseminação para pesquisa de brucelose, leptospirose, tricomoniose, BVD e campilobacteriose genital bovina”, afirma Josete Garcia Bersano,  Diretora do Centro de P&D de Sanidade Animal do IB.
As provas como PCR foram implantadas para o diagnóstico em nível molecular de enfermidades como brucelose, leptospirose, IBR e Língua Azul para atendimento aos protocolos internacionais de países importadores de sêmen e embriões, assim como para avaliar a condição sanitária de touros e sêmen importados de vários países para serem agregados aos planteis nacionais.
O mercado brasileiro de sêmen bovino movimentou 13,6 milhões doses no ano de 2014, arrecadando cerca de R$ 250 milhões, diante de estimativa do setor de uma evolução de 10% de doses para 2015. Os países que mais compraram sêmen do Brasil foram Paraguai, Argentina e Colômbia.
De acordo com Antonio Batista Filho, diretor-geral do IB, os exames realizados pelos laboratórios do Centro de P&D de Sanidade Animal, vêm garantindo a biossegurança do material genético comercializado nacional e internacionalmente, assegurando a competitividade na exportação do sêmen ou embriões produzidos no Brasil junto ao mercado internacional.
De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o Brasil é responsável por 17% da produção de carne no mundo, ocupando o segundo lugar, abaixo dos EUA, com 19%. A expectativa é que em cinco anos o país ocupe o primeiro lugar.
O secretário de Agricultura, Arnaldo Jardim, destacou o cenário atual para agropecuária e enfatizou a necessidade de investimentos no setor produtivo. Ele explicou que ações como as realizadas pelo Instituto Biológico atende o compromisso do Governo do Estado e do governador Geraldo Alckmin de criar alternativas e apoiar a implantação de tecnologias que atendam as demandas do setor. “O Brasil passa de importador de carne para o maior exportador de proteína animal do mundo. Temos que criar meios para proteger o nosso rebanho e aumentar a produtividade”, disse.

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