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1º Dia de Campo IZ reforça os ganhos ambientais e econômicos da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta

A utilização de mogno africano no sistema silvipastoril em pastos de capim-marandu poderá ser uma alternativa para agregar maior valor às atividades da pecuária paulista e, consequentemente, renda para o produtor rural. Ela foi apresentada no 1º Dia de Campo do Instituto de Zootecnia (IZ), vinculado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Realizado na sede do Instituto, em Nova Odessa, o evento contou com a presença do secretário adjunto, Rubens Rizek, e do coordenador da APTA, Orlando Melo de Castro. Introduzido em solo brasileiro nos anos 1970, em Belém-PA, o mogno africano apresenta uma rentabilidade superior à do eucalipto, madeira mais utilizada neste sistema de integração, além de responder bem a boas práticas de manejo e adubação.
O plantio das primeiras mudas da espécie Khaia ivorensis, a que mais se adapta às condições paulistas e possui características semelhantes à espécie nativa Swieteniamacrophylla, foi realizado pelos produtores, lideranças e pesquisadores participantes durante o evento. Graças a uma parceria com o Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, da Secretaria, o local será acompanhado a cada seis meses e, em dois anos, deverá receber rebanho de novilhas de leite para avaliar os reais benefícios da integração.
O sistema apresentado faz parte do Programa de Produção Animal em Sistemas Integrados (Propasi), do IZ, coordenado pelo pesquisador Enilson Geraldo Ribeiro. Além da utilização do mogno africano, o Programa conta com outros dois projetos em andamento, aprovados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
De acordo com a diretora-geral do IZ, Renata Helena Branco Arnandes, “para comemorar os 110 anos do Instituto, estamos dando este presente, que é o lançamento deste programa e também do Programa Leite Mais, coordenado pelo pesquisador Anibal Eugenio Vercesi Filho, que garante a resiliência, qualidade e bem-estar ao animal e conta com três projetos aprovados pela Fapesp em desenvolvimento; e do Programa Melhoramento Genético de Ovinos da Raça Santa Inês, coordenado pelos pesquisadores Ricardo Lopes Dias da Costa e Claudia Cristina Paro de Paz, que visa o aumento da produtividade da carne ovina no Estado de São Paulo, e é tema de um projeto aprovado pela Fapesp”.
Na avaliação de Rubens Rizek, a realização do Dia de Campo permite aproximar a experiência obtida por meio da pesquisa e a sociedade e, a partir daí, agregar novos conhecimentos. “A sociedade ainda não tem noção do volume e da riqueza do trabalho realizado nos institutos de pesquisa da Secretaria, por isso a importância de interagir em eventos como este”, afirmou Rizek.
Para ele, a relação entre a agricultura e a sustentabilidade é inexorável, sendo que o segmento agro precisa se apropriar cada vez mais das questões da agenda sustentável. “As perspectivas e ganhos econômicos e ambientais do sistema Integração Lavoura- Pecuária-Floresta (ILPF), inclusive, foram apresentados na Conferência Mundial para o Clima (Cop 21), realizada este mês em Paris. Isso mostra que nós estamos antenados com o que há de mais necessário e moderno ao desenvolvimento econômico, ambiental e social, seguindo as diretrizes do governador Geraldo Alckmin”, ressaltou.
Opinião que foi reforçada por Orlando Melo de Castro: “A agricultura e o meio ambiente não devem ser questões de atrito, mas sim de convergência e sinergia. A ILPF é uma realidade que traz ganhos fantásticos, tanto em termos de produção como de preservação dos recursos", apontou. Para o coordenador da Agência, o trabalho realizado pelo IZ é fruto de uma programação atual e focada no futuro e nas reais necessidades da sociedade. "Além da pesquisa, os institutos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento têm o propósito de lapidar os novos profissionais, em complemento à sua formação universitária, para transformar a agricultura do País e do mundo”, pontuou, destacando que os projetos de pesquisa do Instituto de Zootecnia tiveram 74% de aprovação pela Fapesp, nos últimos dois anos, índice que supera a média de 50% de admissão dos demais trabalhos encaminhados à instituição.
Durante o 1º Dia de Campo do IZ, produtores, pesquisadores, técnicos de extensão rural e estudantes puderam percorrer diferentes estações instaladas no local, com especialistas que forneceram informações sobre os seguintes temas: “O mogno Africano e técnicas de plantio”; “Acompanhamento do crescimento de árvores”; “Controle de custos”; Controle de formigas”; “Tecnologia Plant Defender a serviço do produtor rural”; Balanças para pesagem e gerenciamento de Produtividade de bovinos”; “Cercas elétricas para contenção de bovinos e proteção dos renques de árvores”; e “Programa Leite Mais”.
Repercussão
Os participantes acompanharam com entusiasmo o plantio das mudas de mogno e as estações temáticas, enxergando uma boa opção de incremento na geração de renda. "A expectativa é que a nova técnica venha agregar maior lucro pela possibilidade de combinar duas produções ao mesmo tempo, principalmente com o alto valor agregado do mogno", avaliou o zootecnista Bruno Henrique Araújo, da Fazenda Cravinhos, que se dedica à criação de bovino de leite e corte e ovinos.
Para o pesquisador do Instituto Florestal, Miguel Freitas, um dos profissionais que forneceu orientações nas estações temáticas, a disseminação da técnica, que já é conhecida, com novos elementos como o mogno africano é fundamental para trazer mais opções ao produtor.  “A utilização das árvores no sistema ILPF proporciona um conforto térmico para o animal que se alimenta do capim, visando o aumento de produtividade e maior ganho na reprodução do animal, principalmente devido ao  aumento de peso", explicou.
O veterinário da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) da Secretaria, em Avaré, Braz Costa de Oliveira Junior, destacou que a realização do Dia de Campo vai além de ressaltar a questão econômica da técnica. “A integração representa um grande ganho ambiental, com o sequestro de carbono e a mitigação dos gases de efeito estufa".
Para o produtor rural Gerson Cardoso, que se dedica ao cultivo de cana-de-açúcar e feno em Avaré, o Dia de Campo é uma iniciativa que pode trazer grandes benefícios ao pequeno produtor.  "A técnica pode ser utilizada não apenas pelo pequeno produtor na pecuária, mas também na olericultura. São várias opções para que ele agregue valor e aproveite sua propriedade para se estabelecer no campo e garantir que sua descendência permaneça na atividade", disse o produtor, que também é presidente da Câmara de Desenvolvimento Rural de Avaré.
Por Paloma Minke
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